Barkin, do Fed de Richmond, diz que a questão no combate à inflação é o ritmo, não a direção
O presidente do Fed de Richmond diz que as pressões de custos estão atingindo muitas empresas dos EUA, mas não dá nenhuma indicação de para onde se moveria em seguida.
O presidente do Fed de Richmond, Barkin, diz que a questão no combate à inflação é o ritmo, não a direção, e que "vamos ver o que aprendemos no próximo período." Ele acrescenta que muitas pressões de custos estão atingindo empresas dos EUA. É uma frase cuidadosa, que o coloca ao lado de Bowman no grupo da espera, afastado dos falcões que pressionaram por aperto monetário até outubro: Hammack, Goolsbee e Collins.
Hammack foi mais direto. Ele disse neste mês que a questão é com que rapidez elevar os juros, e não se devem ser elevados, e que as pressões inflacionárias estão se espalhando para além dos gastos com IA. Barkin apoiou a alta de setembro, dizendo que o risco de inflação pesava mais que o risco para o emprego, e disse que queria que este ciclo se parecesse com o ajuste de meio de ciclo dos anos 1990, e não com uma campanha prolongada. Ritmo, no uso dele, ainda aponta para um ciclo curto.
Os dados não dão a nenhum dos lados uma vitória clara. O Fed manteve sua taxa básica em 3,75-4,00% em 28 de outubro, por 10 votos a 2, com Cook e Hammack votando por um aumento. O presidente Warsh adiou a decisão para os dados que virão, em vez de se comprometer com um caminho. Depois, o PCE de setembro desacelerou para 3,1%, abaixo dos 3,6% esperados, enquanto a leitura mensal acelerou para 0,5%. Uma taxa anual mais baixa e uma mensal mais alta deixam a tese dos falcões nem confirmada nem descartada, e o comentário de Barkin não resolve nada.
Os bancos apostam na vitória dos falcões. O BofA prevê altas de 25 pontos-base em dezembro e de novo em março de 2027, e Yuxuan Tang, do JPMorgan, vê altas em dezembro e no primeiro trimestre, levando o rendimento do Treasury de 10 anos a 5,25-5,5% até meados do ano. Os traders têm estado menos firmes: em 15 de outubro precificavam chances próximas de 90% de uma alta em dezembro, e uma semana depois já se afastavam de uma alta antes do fim do ano. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo aguardam o próximo dado, não os discursos do Fed, e as declarações de Barkin não lhes dão motivo para se mover antes que ele chegue.
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