Lear supera expectativas no terceiro trimestre, fica abaixo em vendas e eleva recompra de ações para US$ 1,5 bilhão
A fornecedora elevou a faixa de vendas líquidas do ano para US$ 23.350 milhões a US$ 23.750 milhões, mas manteve a faixa de lucro operacional principal em US$ 1.080 milhões a US$ 1.200 milhões.
O terceiro trimestre da Lear foi uma história de lucro, e não de vendas. O lucro por ação somou US$ 3,71, US$ 0,31 acima das expectativas, enquanto a receita de US$ 5,77 bilhões ficou aquém dos US$ 5,87 bilhões que os analistas esperavam.
A faixa de vendas do ano foi elevada, para US$ 23.350 milhões a US$ 23.750 milhões, mas a faixa de lucro operacional principal permaneceu em US$ 1.080 milhões a US$ 1.200 milhões. A empresa também projeta EBITDA ajustado de US$ 1.700 milhões a US$ 1.820 milhões e fluxo de caixa livre de US$ 565 milhões a US$ 665 milhões. Uma faixa de vendas mais alta com uma faixa de lucro inalterada não é sinal de lucro mais forte à frente, e uma receita abaixo do esperado no trimestre torna a elevação das vendas mais difícil de ler como impulso.
Ray Scott, presidente-executivo, disse que os resultados mantêm a Lear no caminho para cumprir sua projeção de lucro para o ano, apesar da menor produção da indústria, com ajuda de novos contratos conquistados e de economias com reestruturação. É esse o pano de fundo em que se encaixa a queda de receita. Cortes de custos e contratos novos estão sustentando a linha de lucro enquanto o mercado de veículos oferece pouca ajuda.
A recompra é onde a empresa é mais explícita. A Lear ampliou sua autorização de recompra de ações para US$ 1,5 bilhão e a estendeu até 31 de dezembro de 2029, o que lhe dá um longo horizonte para devolver capital aos acionistas. Uma autorização é um teto, e não uma compra, de modo que o que importa é quanto a Lear de fato compra e se o fluxo de caixa livre, na faixa que ela definiu, consegue financiar isso junto com o negócio.
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