Rivian eleva projeções de entregas e de Ebitda após prejuízo do terceiro trimestre menor que o esperado
A fabricante de veículos elétricos elevou o piso de sua faixa de entregas para 67.000 e reduziu o prejuízo esperado, mas a restituição de tarifas torna a perspectiva de lucro mais favorável.
Rivian registrou prejuízo de US$ 0,48 por ação no terceiro trimestre, US$ 0,16 melhor que o esperado, com receita de US$ 2,15 bilhões contra previsões de US$ 2,02 bilhões, e elevou sua projeção para o ano inteiro. O resultado acima do esperado é real. A qualidade da elevação é mais ambígua.
A projeção de entregas agora começa em 67.000 veículos, em vez de 65.000, enquanto o topo da faixa permanece em 70.000. Isso estreita a previsão em direção à extremidade superior da faixa antiga sem elevar o teto, um sinal modesto de confiança, e não um salto.
A projeção de lucro tem mais peso, e mais ressalvas. A Rivian agora espera perda de Ebitda ajustado de US$ 1,75 bilhão a US$ 1,85 bilhão para o ano, US$ 100 milhões melhor no ponto médio. A empresa atribui o resultado à receita com créditos regulatórios acima do previsto, a entregas esperadas maiores e a um recebível contabilizado no trimestre referente à restituição de tarifas impostas com base na International Emergency Economic Powers Act (IEEPA). A restituição pertence a um único trimestre, de modo que parte da melhora não se repetirá.
O corte nos investimentos de capital também é menos claro do que parece. A Rivian reduziu sua faixa de capex para o ano em US$ 300 milhões no ponto médio, para US$ 1,40 bilhão a US$ 1,50 bilhão, e atribui isso ao momento dos gastos. Se o dinheiro foi apenas adiado, ele retorna em trimestres posteriores e a economia é ilusória.
Os próximos balanços são o teste: se as entregas e a receita com créditos regulatórios se sustentam quando a restituição deixar de ajudar, e se os gastos adiados reaparecem.
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