Ingersoll Rand supera projeções de lucro, mas fica aquém em vendas e acrescenta US$ 2 bilhões ao seu programa de recompra
A receita do terceiro trimestre, de US$ 2,06 bilhões, ficou abaixo dos US$ 2,11 bilhões esperados, mas o conselho ampliou seu programa de recompra e fixou para o ano inteiro uma faixa de crescimento de 5,5% a 7,0%.
Gráfico: IR, preços por minuto, três pregões
A Ingersoll Rand disse aos investidores que sua demanda está melhorando, mas o trimestre em que a empresa afirmou isso veio fraco em vendas. A receita foi de US$ 2,06 bilhões, contra US$ 2,11 bilhões esperados, enquanto o lucro ajustado de US$ 1,01 por ação superou as projeções em US$ 0,08.
Esse resultado acima do esperado precisa de uma nota de rodapé. O número deixa de fora as restituições de tarifas do IEEPA registradas no trimestre, de modo que a restituição aparece apenas na linha que a empresa exclui. Medido em seus próprios termos, o lucro ficou acima do esperado; a receita total, que nenhum ajuste consegue ajudar, não ficou.
O presidente e CEO Vicente Reynal citou um ambiente de demanda melhorado e atividade saudável tanto nos negócios de ciclo curto a médio quanto nos de ciclo longo, em todas as regiões e mercados finais. Uma receita abaixo do esperado destoa dessa descrição. O teste está na orientação: crescimento de receita de 5,5% a 7,0% para 2026, EBITDA ajustado de US$ 2.130 milhões a US$ 2.190 milhões e LPA ajustado de US$ 3,58 a US$ 3,70, sendo que os dois últimos também excluem as restituições.
A resposta do conselho a qualquer dúvida foi dinheiro. Acrescentou US$ 2 bilhões à autorização de recompra de ações, somados aos US$ 313 milhões ainda não utilizados sob a anterior, e projetou geração de caixa livre de pelo menos 100% do lucro líquido ajustado. Juntos, esses números definem quanto a empresa pode devolver aos acionistas a partir dos lucros. Uma recompra dessa escala é uma declaração de confiança, mas só vale o crescimento que precisa financiá-la, e as vendas deste trimestre ainda não o forneceram.
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