Irã diz que um petroleiro pegou fogo em Ormuz após atingir minas, o mais recente de semanas de denúncias
A marinha de Teerã relata o ataque, enquanto o US Central Command insiste que as principais rotas de trânsito estão livres, e dados de exportação da Arábia Saudita apontam para um estreito que segue aberto.
Mapa: O Golfo e Ormuz, com Estreito de Ormuz
A marinha do Irã diz que um petroleiro pegou fogo no Estreito de Ormuz após atingir minas navais, informa a mídia estatal. É o mais recente de uma sequência quase diária de denúncias desse tipo desde o fim de setembro, e alimenta mais uma disputa sobre credibilidade do que resolve qualquer coisa.
O padrão está bem estabelecido. A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que três petroleiros pegaram fogo após atingir minas na costa sul do estreito em um intervalo de 24 horas, e o US Central Command respondeu que as principais rotas de trânsito estão livres de minas. A UKMTO relatou separadamente embarcações em chamas perto de Khasab em 28 e 29 de outubro, o que indica que algo está queimando, mas não o que provocou o incêndio.
O fluxo de petróleo é o teste mais confiável, e ele aponta na direção oposta. Dados de transporte marítimo saudita mostram volumes de outubro próximos aos de setembro, e o prêmio do petróleo bruto do Golfo caiu de US$ 34 por barril para cerca de US$ 6. Se o estreito estivesse se tornando inutilizável, os compradores estariam pagando mais para garantir barris, e não bem menos. Em 29 de outubro, o preço do petróleo não reagiu ao segundo incêndio em Khasab. Mais um relato sem dano confirmado não reverte essa tendência.
O momento importa tanto quanto o incidente. Mediadores estariam trabalhando para uma reunião na Turquia antes de 4 de novembro, e cada denúncia não verificada dá a Washington e a Teerã mais motivos para discutir justamente quando tentam conversar. Até que um ataque seja confirmado por alguém que não seja o Irã, os dados de mercado e os números sauditas pesam mais do que as denúncias.
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