Fars, agência iraniana, diz que drone inimigo atingiu dois barcos de pesca ao sul da Ilha de Qeshm
A denúncia se soma a uma longa série de relatos sobre Ormuz que Washington descartou, enquanto mediadores catarianos trabalham em uma minuta em Teerã e o prêmio do petróleo cru do Golfo caiu para cerca de US$ 6 por barril.
Gráfico: USO, um fundo que acompanha o petróleo bruto, preços por minuto, três pregões
A Fars News Agency, semioficial no Irã, diz que um drone "inimigo" atacou dois barcos de pesca a 14 milhas náuticas ao sul da Ilha de Qeshm. É o tipo de notícia que se tornou rotina em torno do Estreito de Ormuz, e o mercado aprendeu a precificá-la dessa forma.
O padrão é conhecido. A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que três petroleiros pegaram fogo após atingirem minas, e o Comando Central dos EUA respondeu que as principais rotas de trânsito estão livres. Washington não confirmou a alegação iraniana de que sua marinha destruiu uma embarcação não tripulada americana e descartou a notícia da Fars sobre um superpetroleiro atingido por uma mina. Relatos de danos raramente sobrevivem ao confronto com a versão do outro lado.
Os fluxos de petróleo sugerem por que este caso deve ser lido da mesma forma. As exportações sauditas em outubro quase igualaram as de setembro, e o prêmio do petróleo cru do Golfo caiu de US$ 34 para cerca de US$ 6 por barril. Sem danos ou vítimas confirmados, a denúncia sobre Qeshm não muda esse quadro.
A diplomacia importa mais. Negociadores do Catar passaram 12 horas em Teerã, e o Irã avalia uma minuta catariana com resposta prevista para o fim da semana. O Irã já rejeitou o plano de sete dias de Washington para Ormuz como uma lista de exigências inaceitáveis, mesmo com o enviado americano Tom Barrack afirmando que um acordo está "muito próximo". A alegação do drone corre paralela a essa negociação, e não no lugar dela. O que se deve observar é a resposta à minuta catariana: um acordo provavelmente comprimiria ainda mais o prêmio remanescente, enquanto uma recusa deixaria um mercado que ignorou os relatos de incidentes com pouco mais em que se apoiar.
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