Ministério das Finanças de Israel se opõe à venda da Zim de US$ 4,2 bilhões à Hapag-Lloyd
Hapag-Lloyd e Fimi propuseram uma rota direta para o Extremo Oriente com pelo menos 16 navios destinados a uma nova unidade, a Zim Israel
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O Ministério das Finanças de Israel se opôs à proposta de venda da Zim à Hapag-Lloyd, avaliada em US$ 4,2 bilhões, citando preocupações de segurança relacionadas a participações na empresa alemã de transporte marítimo detidas por Catar e Arábia Saudita. O Catar detém 12,3% da Hapag-Lloyd e a Arábia Saudita, 10,2%, segundo o Ground News.
A objeção segue a oposição levantada pela primeira vez em julho pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que disse que o acordo, como proposto, não protegia adequadamente os interesses de segurança do país, segundo o Briefs. O Haaretz informa que o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi além, recomendando a rejeição total da venda. A Autoridade de Empresas Governamentais de Israel lidera a revisão, reunindo posicionamentos de vários ministérios antes de uma decisão do governo, segundo o Briefs.
O acordo foi fechado em fevereiro a US$ 35 por ação e depois revisado para um valor total de US$ 4,2 bilhões, segundo a Axios. Os acionistas da Zim aprovaram a transação em abril, segundo o Stocktwits, que também informa que Israel mantém uma golden share na Zim, o que dá ao governo o direito de aprovar ou bloquear a operação, significando que a objeção do Ministério das Finanças tem peso jurídico real.
A Hapag-Lloyd e a gestora israelense de private equity Fimi apresentaram uma proposta revisada em 24 de setembro destinada a atender a essas preocupações, informa o Jerusalem Post. Pelo plano, a Hapag-Lloyd assumiria o controle das operações globais da Zim, enquanto a Fimi adquiriria separadamente 16 navios destacados para uma nova empresa, a Zim Israel, para operar rotas voltadas a Israel, além de proteções mais fortes por meio da golden share, segundo o Briefs. As ações da Zim fecharam a segunda-feira a US$ 28,67, segundo a Axios, bem abaixo do preço da oferta de US$ 35.
A objeção adiciona um obstáculo regulatório que não existia antes no processo. Ela ocorre num momento em que a própria Hapag-Lloyd tem sinalizado cautela, ao elevar sua projeção de lucro para o ano cheio a uma faixa entre US$ 3,9 bilhões e US$ 4,4 bilhões, seu segundo aumento neste ano, faixa ainda ampla o suficiente para refletir incertezas ligadas à volatilidade geopolítica. As duas empresas também já estão reestruturando as rotas compartilhadas da rede Gemini, aprofundando seus laços comerciais mesmo com o acordo de propriedade enfrentando resistência política em Israel. Para os acionistas da Zim, o efeito prático é uma chance maior de que a transação seja adiada ou renegociada em vez de concluída nos termos atuais, sem qualquer mudança no negócio de transporte marítimo subjacente da Zim.