Drone ataca navio na rota sul de Ormuz, diz Fars
Prazo do Irã para resposta dos EUA sobre reabertura do estreito venceu terça-feira sem retorno
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Mapa: O Golfo e Ormuz, com Estreito de Ormuz
Um navio foi atingido por um drone na rota de navegação sul de Ormuz, informou a agência iraniana Fars nesta terça-feira.
O prazo de Teerã para que Washington respondesse sobre a reabertura do Estreito de Ormuz venceu terça-feira sem resposta. A UK Maritime Trade Operations já havia registrado, com atraso, um incidente em Ormuz após duas explosões ouvidas nesta semana perto da Ilha de Qeshm, no Irã, nenhuma delas confirmada como causadora de danos. A TV estatal iraniana havia dito que os sons anteriores provavelmente eram disparos de advertência contra embarcações que violavam o estreito.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Araghchi, disse que Teerã também espera uma resposta sobre as negociações nucleares por meio de mediadores do Catar até terça-feira, e que Washington precisa querer a paz ou um acordo. Ele repetiu que as condições do Líder Supremo devem ser atendidas antes da reabertura do Estreito de Ormuz. O presidente-executivo da Total estimou o fluxo de petróleo pelo estreito em cerca de 10 milhões de barris por dia, número inferior ao citado por um funcionário dos EUA.
O ataque ocorre em meio a um impasse no qual o tráfego de petroleiros se manteve: cerca de 60 embarcações e volumes recordes de petróleo passaram pelo estreito até o final de setembro, mesmo com as negociações travadas por causa da sequência de etapas. Diferentemente das explosões ambíguas e das explicações de disparos de advertência que o Irã ofereceu perto de Qeshm, este é um ataque direto, e não uma ação de fiscalização de rotina, o que aponta para uma escalada mais firme do que o padrão de ruídos não confirmados que os mercados haviam aprendido a descartar. Com Washington sem demonstrar urgência para fechar um acordo e o Irã se recusando a discutir seu dossiê nuclear antes que suas condições sobre Ormuz sejam atendidas, resta pouca margem diplomática para absorver um novo ataque à navegação. Essa combinação empurra o quadro ainda mais para o território baixista do petróleo, ampliando o prêmio de risco em vez de apenas reforçá-lo.