Pentágono escolhe Boeing para desenvolver caça de próxima geração
O contrato adiciona um novo programa de defesa a uma empresa cujas ações estão sob pressão devido à certificação paralisada do Max 10
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Gráfico: BA, preços por minuto, três pregões
O contrato se soma a uma carteira de defesa que vem crescendo. A Boeing venceu um contrato para o drone MQ-25A no início deste mês e fechou uma venda de munições para a Arábia Saudita no começo de setembro. Um programa de caça de próxima geração acrescentaria um fluxo de receita e uma carteira de pedidos de longo prazo muito maiores a essas conquistas.
O contrato surge separadamente dos problemas enfrentados pelo lado comercial da Boeing. O Max 10 tem enfrentado atrasos repetidos na certificação. A Boeing postergou a certificação novamente na segunda-feira. A FAA vem analisando um problema no computador de gerenciamento de voo da aeronave, levantado dias depois de a Boeing afirmar que seus testes estavam concluídos. O administrador da FAA, Bedford, descreveu o atraso como indefinido. A WestJet confirmou que opera a versão do software agora sob análise em seus próprios jatos Max.
O contrato do caça se insere em outra parte do negócio da Boeing, a fabricação de defesa, e não a de entregas comerciais, e não afeta as preocupações com fluxo de caixa e entregas que têm pesado sobre a ação. Ele também ocorre em um momento em que o Pentágono relaxou as regras de auditoria para fornecedores, o que pode reduzir o risco de execução de um programa dessa magnitude. Em conjunto, o contrato aponta para um pipeline de defesa mais forte, ao lado de um problema comercial ainda não resolvido.