Royal Caribbean vai comprar 50% da Sandals e Beaches por US$ 3,0 bilhões
O Morgan Stanley se comprometeu a financiar a dívida da transação, cujo fechamento é esperado para o início de 2027
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Gráfico: RCL, preços por minuto, três pregões
A Royal Caribbean Cruises concordou em adquirir uma participação de 50% no negócio por trás da Sandals e da Beaches Resorts por cerca de US$ 3,0 bilhões em dinheiro, preço equivalente a cerca de 10 vezes o EBITDA projetado. O Morgan Stanley se comprometeu a fornecer financiamento de dívida para custear a compra, e as empresas esperam que o negócio seja concluído no início de 2027, sujeito à aprovação regulatória.
A Sandals opera 20 resorts de luxo all-inclusive pelo Caribe, segundo a Reuters. Sob a joint venture, esse portfólio ficará ao lado dos negócios de cruzeiros e destinos da Royal Caribbean Group, incluindo as marcas Royal Caribbean, Celebrity Cruises e Silversea, informou a Reuters. Um conselho compartilhado supervisionará a parceria, com o presidente do conselho e CEO da Royal Caribbean, Jason Liberty, entre seus líderes, segundo o Investing.com. A Royal Caribbean e a Sandals disseram que a parceria se apoia em mais de quatro décadas de atuação da Sandals na hotelaria caribenha.
A notícia do acordo movimentou as ações antes do anúncio formal de quarta-feira. Os papéis caíram mais de 6% na terça-feira, fechando a US$ 234,89 ante um fechamento anterior de US$ 250,25, depois que a CNBC e o Financial Times informaram que a Royal Caribbean estava perto de um acordo, segundo a AskTraders. O Financial Times havia estimado o valor total da Sandals em mais de US$ 6 bilhões, cifra distinta do preço de US$ 3,0 bilhões pela participação agora confirmado pela Royal Caribbean.
A compra amplia a escala dos ativos da Royal Caribbean, mas o múltiplo de 10 vezes o EBITDA traz risco de execução em um mercado de viagens que já tem bastante capacidade disputando os mesmos gastos com férias. O acordo não muda a dinâmica estrutural do setor de cruzeiros nem sua demanda de curto prazo, tornando-se principalmente uma decisão de alocação de capital para a Royal Caribbean, e não uma mudança de rumo para o setor.