Netanyahu diz que inimigos podem tentar ataques antes da eleição de Israel
A eleição para o Knesset de Israel está marcada para 27 de outubro de 2026, e Netanyahu tenta reforçar sua imagem em segurança antes da votação
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Ele disse que Israel pode atacar seus inimigos em qualquer lugar, a qualquer momento, mas não especificou a quais inimigos se referia nem detalhou os indícios, informou o Jerusalem Post.
Na mesma aparição, Netanyahu disse que Israel matou dois dias antes o responsável pelo sequestro de Noa Argamani e Avinatan Or, e que havia matado um comandante de brigada do Hamas no norte de Gaza durante a noite, segundo a Israel National News. Ele afirmou que mais de 100 militantes foram eliminados em Gaza nas últimas semanas.
As declarações ocorrem enquanto Netanyahu faz campanha quatro semanas antes da votação, tentando reparar um histórico de segurança abalado pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, ocorrido sob sua gestão, informou a Reuters via Jerusalem Post. Ele também teve de negar reportagens da imprensa segundo as quais parceiros do Oriente Médio o teriam avisado sobre um possível ataque do Hamas, alegações levantadas por seus rivais políticos, de acordo com a mesma reportagem.
Em outra frente, o chefe militar do Irã, Abdollahi, disse nesta segunda-feira que qualquer ameaça provocaria uma resposta devastadora, e afirmou que os Estados Unidos e Israel erram ao esperar que a morte do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, derrubasse a rede de resistência mais ampla.
Os comentários de Netanyahu acrescentam uma camada de política interna a semanas de retórica linha-dura em relação a Irã, Hamas e Hezbollah, mas não trazem novos detalhes operacionais nem alteram a trajetória que autoridades israelenses já haviam traçado rumo a novos ataques caso linhas vermelhas sejam ultrapassadas. Vincular os alertas de ataque ao calendário eleitoral sugere que a postura de segurança está sendo usada tanto para posicionamento político quanto para sinalizar ação iminente, em linha com o tom que Netanyahu vem adotando desde o início de sua campanha. Isso mantém o risco geopolítico elevado, sem apontar para uma chance maior de escalada no curto prazo.