Kremlin diz que poderia reverter a situação mas não vê motivo para isso agora
O Kremlin não especificou a qual situação se referia, apenas que revertê-la é possível mas não, em sua avaliação, necessário
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O Kremlin disse nesta terça-feira que a situação atual poderia ser revertida, mas que não vê motivo para fazer isso no momento. Não especificou a que situação se referia.
O comentário se encaixa num padrão que o Kremlin vem mantendo ao longo de setembro. Já disse que as ordens de administração temporária sobre determinados ativos visam estabelecer controle externo, e não mudar a propriedade, e enquadrou essa medida como resposta à escalada militar de países hostis. Também disse que as conversas com os Estados Unidos sobre controle de armas devem continuar, chamando a situação de complicada e afirmando que qualquer retomada exigiria negociações extensas. E disse que a Ucrânia precisa enfrentar consequências por atividades recentes, após ataques ucranianos a refinarias russas.
Nenhuma dessas declarações estabeleceu novos termos, um cronograma ou uma concessão, e a fala de terça-feira também não o faz. Ela mantém à vista a mistura, já conhecida, de precondições duras do Kremlin, como insistir que Moscou é o único local aceitável para as conversas e que o alívio das sanções deve vir antes de qualquer concessão, ao lado de gestos ocasionais em direção ao diálogo. A mesma postura tem se aplicado ao convite do G20 e à questão de saber se uma cúpula Trump-Putin vai de fato acontecer.
Para os mercados, a declaração soa como Moscou mantendo suas opções em aberto, sem fechar nenhuma porta. Deve ser tratada como mais um caso de ambiguidade calculada, e não como sinal de escalada ou desescalada, e deixa inalteradas tanto as perspectivas diplomáticas quanto as perspectivas de mercado a elas atreladas.