Klingbeil diz que acordo de reestruturação da Volkswagen é só o começo
Vice-chanceler alemão Lars Klingbeil diz que é grato pelo acordo, mas não o vê como o fim da reformulação da Volkswagen
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O acordo, fechado pelo conselho de supervisão da Volkswagen em 4 de setembro, soma mais 50 mil cortes de vagas aos 50 mil já acertados, elevando o total para 100 mil, segundo o Daily Sabah. Ele tem custo de € 16 bilhões (US$ 18,6 bilhões), que, segundo o Rio Times Online, vão financiar programas de indenização, planos de aposentadoria antecipada e a reorganização de unidades que deixarão de produzir carros. Um plano para separar a marca de carros de passeio da Volkswagen do seu negócio de componentes foi abandonado.
Quatro fábricas alemãs seguem sem futuro definido: Emden, Hanover, Zwickau e a Neckarsulm, da Audi, todas sem produção competitiva de sucessão assim que os modelos atuais chegarem ao fim de vida, entre 2031 e 2034, informou o Rio Times Online. A linha de modelos da Volkswagen deve encolher em até metade até 2035, com cerca de um terço das atividades consideradas não estratégicas a serem vendidas ou realinhadas. Lideranças sindicais disseram ao CEO Oliver Blume que o acordo não dá carta branca à administração, informou a Bloomberg, apontando para novas disputas sobre empregos e fábricas. Um representante da acionista Union Investment classificou o acordo como um sinal positivo para a empresa e para o mercado de capitais, apesar da dimensão dos cortes, informou a Reuters via Investing.com.
A descrição de Klingbeil do acordo como apenas um começo reflete a dimensão do que a Volkswagen ainda precisa resolver: 100 mil cortes de vagas, uma conta de reestruturação de € 16 bilhões e pressão sobre sua classificação de crédito. A fala soa como um reconhecimento de que mudanças estruturais mais profundas ainda estão por vir, e não como um sinal de que o pior já passou, o que mantém o mercado em compasso de espera em relação à ação.