Alerta da GM sobre mercado interno vem à tona em meio à pressão de rivais chinesas
Reportagens de 24 a 26 de setembro detalham um alerta da General Motors sobre seu negócio nos EUA, à medida que as montadoras de Detroit perdem espaço para rivais asiáticas
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Gráfico: GM, preços por minuto, três pregões
As perspectivas da General Motors para seu mercado interno sofreram pressão, segundo reportagens de 24 a 26 de setembro que abordam um alerta sobre o negócio da empresa nos EUA. As reportagens vieram após comentários do diretor financeiro Paul Jacobson sobre entregas de picapes e uma preocupação renovada com o avanço das montadoras chinesas nos Estados Unidos.
A Cox Automotive projeta que o ritmo de vendas da GM nos EUA cairá 6,2% no acumulado do ano até 30 de setembro, com a participação de mercado recuando para 16,7%, ante 17,4% um ano antes. A projeção mais ampla da empresa mostra as três montadoras de Detroit, GM, Ford e Stellantis, caindo para pouco mais de 36% da participação de mercado nos EUA, o menor nível já registrado, com as marcas asiáticas respondendo por mais da metade das vendas de veículos novos pelo segundo trimestre consecutivo.
As ações da GM fecharam em US$ 80,57 em 24 de setembro, queda de 3,82% no dia e de 7,2% no mês até então. A queda das ações ocorreu no mesmo período em que veio à tona o alerta sobre o negócio de picapes e a pressão das rivais chinesas. A GM ainda não divulgou os resultados do terceiro trimestre, previstos para 20 de outubro.
Estados Unidos e China estão fechando os termos de um acordo comercial mais restrito, previsto para segunda-feira, incluindo isenções tarifárias para produtos agrícolas, médicos e de baixa tecnologia. O crescimento dos lucros industriais da China desacelerou para 15,7% na comparação anual até agosto, ante o ritmo de 17,6% em julho. A tendência de relações mais estáveis entre EUA e China reduz parte do risco de uma escalada tarifária que poderia pesar ainda mais sobre as montadoras de Detroit, mas nada faz para resolver a pressão estrutural sobre as margens da GM em seu mercado interno, onde as concorrentes chinesas seguem ganhando espaço mesmo com o arrefecimento das tensões comerciais.