Fitch diz que acordo sobre a Groenlândia alivia um ponto de atrito entre EUA e UE, mas outros riscos permanecem
Fitch diz que o acordo entre EUA, Dinamarca e Groenlândia de 18 de setembro remove uma fonte de tensão transatlântica, mas riscos ligados a tarifas e à Otan persistem
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A Fitch Ratings diz que o acordo que dá aos Estados Unidos uma presença militar ampliada na Groenlândia remove um ponto de atrito entre Washington e a Europa, mas afirma que riscos mais amplos ligados a tarifas e à Otan permanecem sem solução.
O acordo, fechado em 18 de setembro entre EUA, Dinamarca e Groenlândia, dá a Washington maior controle de segurança sobre a ilha sem transferir sua soberania, segundo o verbete da Wikipédia sobre a crise da Groenlândia, que cita os governos dinamarquês e groenlandês. A disputa remonta a ameaças de anexação dos EUA que datam de janeiro de 2025, com uma escalada mais aguda em janeiro deste ano.
Nessa escalada, o presidente Trump ameaçou com tarifas de 10%, que subiriam a 25% até junho, sobre Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia, em razão da oposição desses países a uma tomada da Groenlândia pelos EUA, segundo a Al Jazeera e o The Hill. Trump suspendeu a ameaça após chegar a um acordo-quadro com o chefe da Otan, Mark Rutte. A Europa havia reagido suspendendo a aprovação de um acordo comercial separado fechado com Trump em julho, informou o The Hill. Na época, a Fitch alertou que a ameaça tarifária elevava os riscos geopolíticos na Europa, afirmando que o principal perigo para os ratings soberanos era o enfraquecimento da credibilidade da Otan em defesa coletiva, o que poderia reacender tensões com a Rússia, e que a pressão por maiores gastos com defesa provavelmente aumentaria em toda a Europa, segundo comentário da Fitch citado pela Anews.
A visão mais recente da Fitch é que o acordo sobre a Groenlândia não muda esse cálculo. O Irã continua a impor condições para negociações nucleares e para o acesso ao Estreito de Ormuz, a postura militar segue tensa dos dois lados, e as disputas tarifárias entre EUA e Europa permanecem sem solução. Um único acordo de segurança no Ártico, diz a Fitch, não altera o quadro de risco fundamental.