Volkswagen mantém projeção de fluxo de caixa enquanto margem prevista para 2026 cai para 1%
A Mercedes-Benz também reduziu sua projeção para 2026, citando a China e o aumento de custos.
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A companhia disse que a expectativa média dos analistas havia sido de 4,1%. No mesmo comunicado, manteve a projeção de fluxo de caixa líquido de sua Divisão Automotiva em €3 bilhões a €6 bilhões e a projeção de liquidez líquida em €32 bilhões a €34 bilhões.
A Volkswagen afirmou que efeitos especiais de cerca de €10 bilhões vão pesar sobre o lucro operacional de 2026, sendo que €0,9 bilhão já foi registrado no primeiro semestre. Eles incluem uma perda por redução ao valor recuperável (impairment) não caixa de cerca de €6 bilhões sobre o ágio alocado à Porsche, que afeta o lucro operacional do terceiro trimestre. Excluindo os efeitos especiais, a margem do ano inteiro seria de cerca de 4%. A projeção de julho era de menos 3% a 0%.
No primeiro semestre, o fluxo de caixa líquido automotivo da Volkswagen foi de €3,2 bilhões, contra menos €1,4 bilhão um ano antes. A margem operacional foi de 3,8%, ou de 4,3% antes dos itens especiais.
A Mercedes-Benz reduziu sua projeção para 2026, citando a China e o aumento de custos. Seus números preliminares do terceiro trimestre ficaram acima do consenso dos analistas divulgado pela companhia.
Manter a projeção de fluxo de caixa dá à direção da Volkswagen um número para defender. Isso vem somado ao corte da margem para 1%, a uma obrigação no Reino Unido relacionada a financiamentos de veículos, à rescisão de acordos trabalhistas, ao congelamento de salários até 2030, a uma queda de 14,3% nas entregas e a uma receita abaixo do esperado e um prejuízo operacional no terceiro trimestre. Cada um desses fatores já pressionou a base de custos que a direção agora precisa proteger para sustentar o número do fluxo de caixa.
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