Previsão para exportação de combustível da Rússia em 2026 é reduzida a 98,5 milhões de toneladas
Minuta de previsão do governo reduz projeção para 2026 em 24,1 milhões de toneladas em relação à estimativa de maio, informou a Reuters neste mês
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Uma minuta de previsão do governo russo, divulgada pela Reuters, reduz o volume projetado de exportação de combustível do país em 2026 para 98,5 milhões de toneladas. O número está 24,1 milhões de toneladas abaixo da estimativa definida pelo governo em maio, e 27,3 milhões de toneladas abaixo das exportações efetivas de 2025, informou a Reuters.
A Reuters atribuiu o corte a gargalos nas exportações e à intensificação dos ataques ucranianos com drones a refinarias de petróleo russas, que reduziram a produção de combustível e causaram escassez de gasolina em partes do país. Para amenizar essa escassez, a Rússia proibiu as exportações de diesel e restringiu as vendas de gasolina e querosene de aviação para o exterior, segundo a Reuters, citando a minuta de previsão.
A mesma minuta eleva a previsão de exportação de petróleo bruto da Rússia em 2026 em 7,5 milhões de toneladas, para 244,7 milhões de toneladas, ante 230,8 milhões de toneladas em 2025, com o volume adicional de petróleo destinado principalmente à China e à Índia, informou a Reuters. As previsões ainda estão em fase de minuta e devem ser finalizadas ainda este mês, como parte da preparação do orçamento federal.
O presidente da Ucrânia afirmou que os drones ucranianos já conseguem atingir fábricas russas tão distantes quanto a Sibéria, e que o déficit orçamentário russo em tempo de guerra é o maior de todos os anos desde o início da invasão, com a maioria das regiões russas já em déficit fiscal. O corte na exportação de combustível reflete o desgaste da capacidade de refino russa provocado pela guerra, e não uma mudança na posição diplomática de Moscou: as negociações entre Estados Unidos e Rússia continuam, e nenhuma nova sanção voltada às exportações de petróleo foi anunciada. O número importa para os mercados principalmente como um sinal de se as perdas no refino russo devem se aprofundar.