remigromig, da Merck, atinge principal objetivo em estudo sobre doença ocular diabética
O medicamento, testado contra ranibizumabe em estudo de Fase 2b/3, atua por mecanismo diferente dos tratamentos existentes para edema macular diabético
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A Merck informou que seu medicamento experimental remigromig atingiu o desfecho primário de um estudo em fase avançada sobre edema macular diabético, condição que prejudica a visão de pessoas com diabetes.
O estudo, conhecido como BRUNELLO, é um ensaio de Fase 2b/3 que compara o remigromig com o ranibizumabe, vendido como Lucentis, segundo a Retina Today. Seus desfechos primários são a segurança e a mudança na acuidade visual do início do estudo até a semana 52.
O remigromig, também conhecido como MK-3000, é um anticorpo tetravalente e triespecífico aplicado por injeção ocular que ativa a via de sinalização Wnt para reparar a barreira hematorretiniana, disse a Merck em comunicado que anunciou o estudo. Isso o diferencia dos atuais medicamentos para edema macular diabético, que atuam bloqueando uma proteína chamada VEGF. A Merck descreveu o medicamento como uma potencial primeira opção não relacionada ao VEGF para pacientes que deixam de responder ao tratamento anti-VEGF, segundo declarações relatadas pela Investing.com em uma conferência de saúde do Wells Fargo. A Merck obteve o medicamento por meio da compra da EyeBio, negócio que pode valer até US$ 3 bilhões, incluindo US$ 1,3 bilhão pagos antecipadamente, segundo a Ophthalmology Times.
Um resultado positivo amplia o portfólio da Merck em doenças oculares e reforça a abordagem baseada na via Wnt por trás do remigromig, em uma condição que afeta milhões de diabéticos com poucas boas opções. Isso se soma aos motores de crescimento da Merck fora de seu negócio de oncologia, embora o mercado de edema macular diabético seja menor do que as maiores franquias da empresa.