Cortes de US$ 1 trilhão no Medicaid do One Big Beautiful Bill Act entram em vigor até 2034
A lei, sancionada pelo presidente Trump em 4 de julho de 2025, também restringe a elegibilidade ao SNAP e inicia exigências de trabalho no Medicaid em janeiro de 2027
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O One Big Beautiful Bill Act corta cerca de US$ 1 trilhão do Medicaid até 2034 e restringe a elegibilidade a programas federais de assistência social, com milhões de pessoas devendo perder benefícios do SNAP. As exigências de trabalho do Medicaid previstas na lei começam em janeiro de 2027. A legislação também inclui isenções fiscais sobre gorjetas, pagamento de horas extras e uma dedução para idosos.
O projeto foi aprovado no Senado em 1º de julho de 2025 por 51 votos a 50, com o vice-presidente JD Vance desempatando a votação depois que três republicanos se juntaram aos democratas na oposição, segundo a American Academy of Otolaryngic Allergy. A Câmara aprovou a versão final em 3 de julho de 2025 por 218 a 214, com dois republicanos votando contra ao lado de todos os democratas, informou a American Hospital Association. Trump sancionou o projeto, formalmente H.R. 1 e Public Law 119-21, em 4 de julho de 2025, disse a American Medical Association.
O Congressional Budget Office projeta que a lei adicionará US$ 3,3 trilhões ao déficit nacional na próxima década, segundo a GovFacts. O projeto também eleva o teto da dívida em US$ 5 trilhões, e estimativas do CBO citadas pela HIMSS colocam o acréscimo total da lei aos déficits federais em US$ 3,4 trilhões em 10 anos. O Center for American Progress constatou que os cerca de US$ 1 trilhão em cortes no Medicaid têm tamanho semelhante a cerca de US$ 1 trilhão em cortes fiscais que beneficiam o 1% mais rico.
Os cortes no Medicaid e as novas exigências de trabalho representam um aperto estrutural nos gastos federais, mesmo com o governo tendo defendido, à parte, medidas custosas como cheques universais de US$ 5.000 e isenções fiscais adicionais. Esse contraste deixa em aberto se o Congresso vai autorizar esses pagamentos e como o Tesouro vai administrar a matemática fiscal resultante, uma questão que deve continuar atraindo atenção de investidores atentos aos gastos e déficits federais.