Reino Unido concorda em dar reabastecimento aéreo defensivo à Arábia Saudita
Compromisso do primeiro-ministro Burnham vem após semanas de reportagens de que Londres caminhava para apoio militar a Riad contra as forças houthis
Publicado · Atualizado
Atualizaçãosegunda-feira, 21 de setembro de 2026 às 19:45 ET
O primeiro-ministro Burnham disse que o apoio de reabastecimento deve começar em poucos dias, com uma única aeronave RAF Voyager baseada em RAF Akrotiri, no Chipre. Ele disse que a operação ocorre após ataques com drones e mísseis dos houthis contra a Arábia Saudita e tem como objetivo proteger a estabilidade regional e os interesses britânicos.
O primeiro-ministro Burnham concordou com um pedido saudita de reabastecimento aéreo ar-ar defensivo e por tempo limitado, medida que o governo descreve como voltada a ajudar a estabilizar a região.
O acordo segue reportagens anteriores de que o Reino Unido estava perto de um acordo para dar à Arábia Saudita apoio militar defensivo e, separadamente, de que a Grã-Bretanha estava perto de concordar em ajudar as forças militares sauditas a conter as forças houthis. Ao mesmo tempo, Donald Trump havia sinalizado abertura a um acordo com os houthis mesmo enquanto o Reino Unido caminhava para apoiar a Arábia Saudita, ao passo que Riad buscava mediação por meio de Omã.
O conflito continuou apesar dessa diplomacia. Um líder houthi disse que o grupo está pronto para um acordo justo que ponha fim aos combates com a Arábia Saudita, e um alto funcionário de segurança iraniano disse que Teerã quer o fim da guerra entre sauditas e iemenitas. Ainda assim, ataques à infraestrutura energética saudita mantiveram os mercados de petróleo em alerta enquanto Trump avaliava até que ponto apoiar Riad. As forças houthis já reivindicaram um ataque a uma instalação da Aramco em Yanbu e prometeram novos ataques, num momento em que a Arábia Saudita buscava uma trégua de duas semanas com o grupo por meio da mediação de Omã. As exportações sauditas pelo estreito de Bab el-Mandeb têm ficado abaixo de um terço da média de sete dias deste ano desde o início de agosto.
O compromisso de Burnham vincula o Reino Unido a um papel militar sustentado num conflito que ainda está ativo e em escalada. Com os ataques houthis continuando apesar dos esforços sauditas e sem solução política à vista, a medida aprofunda a exposição da Grã-Bretanha a um conflito que já perturbou a navegação e o fornecimento de petróleo globais.