Preço do diesel bate recorde e supera US$ 6,50 o galão, diz AAA
O recorde vem após o Brent subir depois de um ataque houthi à capital da Arábia Saudita reverter uma semana de quedas
Publicado · Atualizado
Gráfico: USO, um fundo que acompanha o petróleo, fechamentos diários antes e depois
Atualizaçãosegunda-feira, 21 de setembro de 2026 às 15:35 ET
Os dados da AAA também apontam para a ampliação das margens de refino e a oferta apertada de produtos como os principais fatores por trás do aumento do diesel, mesmo com o petróleo WTI caindo abaixo de US$ 100 o barril. Alguns varejistas estão limitando compras em meio a estoques baixos. Uma queda contínua nos preços do petróleo poderia aliviar os custos do diesel, mas somente se a escassez de produtos refinados persistir como uma restrição à oferta.
O preço do diesel nos EUA subiu a um recorde, superando US$ 6,50 o galão, segundo a AAA.
O recorde vem após uma semana volátil para o petróleo. O Brent subiu 1% no domingo depois de um ataque houthi à capital saudita, revertendo uma semana de quedas que haviam ocorrido com o reparo de um duto danificado pela Arábia Saudita e a mediação de Omã em conversas de trégua. Dias antes, na quinta-feira, o Brent havia caído a uma mínima de uma semana com o avanço desses reparos no duto.
O petróleo acumula alta de mais de 70% neste ano até quinta-feira, com as novas tarifas dos EUA sobre compradores de petróleo russo entre os riscos que podem levar os preços a subir novamente. A Arábia Saudita disse na quinta-feira que havia conseguido restaurar cerca de metade da capacidade de seu duto leste-oeste em poucos dias, com a restauração total prevista para levar seis semanas.
O avanço para US$ 6,50 dá continuidade a uma escalada constante a partir de US$ 6 e de recordes anteriores, e reflete restrições de oferta persistentes, não uma nova deterioração. Para os traders, os custos elevados e sustentados do diesel mantêm a pressão sobre as margens de frete e logística, embora essa dinâmica já esteja precificada pelo mercado.