Petróleo brent cai a mínima de uma semana com avanço no reparo de oleoduto saudita
Petróleo ainda acumula alta de mais de 70% no ano, com novas tarifas dos EUA sobre compradores de petróleo russo entre os riscos que podem voltar a pressionar os preços para cima
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Mapa: Oriente Médio, com Abqaiq, Yanbu
O petróleo brent cai mais de 3% nesta quinta-feira, tocando seu menor nível desde 10 de setembro e voltando a ficar abaixo de US$ 105 o barril.
A queda ocorre à medida que a Arábia Saudita avança na retomada de cerca de metade de seu oleoduto que liga o leste ao oeste do país. A restauração total agora é esperada dentro de seis semanas, uma melhora em relação às estimativas anteriores, que previam a linha fora de operação por três a cinco semanas.
O alívio do lado saudita vem acompanhado de sinais de tensão renovada em outras frentes. O Irã derrubou pelo menos duas aeronaves não tripuladas americanas nos últimos dias, segundo autoridades dos EUA, em meio a deliberações em Washington sobre a retomada de operações militares em larga escala contra o Irã. O petróleo ainda acumula alta de mais de 70% no ano, com as novas tarifas dos EUA voltadas a compradores de produtos derivados de petróleo russo e os contínuos ataques a refinarias russas ainda vistos como fontes de alta adicional.
Os mercados já precificaram grande parte desse risco de oferta, das tensões no Oriente Médio aos ataques a refinarias russas e às novas medidas tarifárias dos EUA. Com canais diplomáticos abertos em algumas frentes, incluindo as conversas entre EUA e houthis e as discussões entre China e EUA, uma nova alta expressiva nos preços parece limitada, a menos que um desses conflitos se intensifique o suficiente para piorar de forma significativa o quadro de oferta.