Câmara alta suíça adia votação sobre capital do UBS para 23 de setembro
O debate da câmara sobre as novas regras de capital para o UBS, antes previsto para 18 de setembro, agora está marcado para 23 de setembro, segundo a agenda parlamentar atualizada
Publicado
A câmara alta do parlamento da Suíça deve agora debater as novas regras de capital para o UBS em 23 de setembro, segundo a agenda parlamentar atualizada, dias depois da sessão de 18 de setembro que os parlamentares esperavam.
As regras em discussão vêm do plano de reestruturação do governo, elaborado após o colapso do Credit Suisse. A proposta original do Conselho Federal exigiria que o UBS mantivesse US$ 20 bilhões adicionais em capital principal (common equity tier 1), com respaldo total para suas unidades no exterior, segundo a Reuters, via Global Banking and Finance. Um acordo parlamentar firmado no mês passado permitiria, em vez disso, que o UBS usasse US$ 13 bilhões em capital adicional tier 1 para cobrir essas unidades, um encargo mais leve do que o plano do governo, segundo a mesma reportagem.
Uma moção separada do parlamentar Andrea Caroni, também prevista para votação junto com o acordo, devolveria a legislação bancária ao Conselho Federal, um caminho que poderia permitir que a ministra das Finanças, Karin Keller-Sutter, buscasse as regras mais rígidas que ela defende como necessárias para que os contribuintes não fiquem expostos a futuras falências bancárias, segundo a Reuters, via Global Banking and Finance. Não estava claro, antes do adiamento, se a moção de Caroni teria os votos na câmara de 46 membros, com seu próprio partido, o FDP, dividido sobre o tema, segundo a reportagem. O UBS classificou o plano original do governo como excessivo, argumentando que deixaria o banco em desvantagem frente a rivais internacionais, segundo a mesma reportagem.
Depois que a câmara alta se manifestar, o projeto de lei segue para a câmara baixa, onde o UBS deve enfrentar uma recepção mais dura, segundo a Global Business Outlook. Uma comissão parlamentar já sinalizou que as exigências finais de capital não serão definidas antes de 2027, de modo que o adiamento para 23 de setembro acrescenta tempo processual sem alterar essa perspectiva mais ampla. Para os investidores do UBS, isso continua sendo um processo legislativo arrastado, e não um encargo regulatório iminente.