Banco central do Brasil corta Selic em 25 pontos-base, para 13,75%
A decisão, unânime, confirmou as previsões de todos os analistas consultados pela Bloomberg, mas o banco manteve os alertas sobre risco inflacionário
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O banco central do Brasil cortou sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 13,75%, dando continuidade a um ciclo de cortes que já reduziu a Selic em 1,25 ponto percentual desde março de 2026. A taxa estava em 14,00% antes da decisão, segundo a Bloomberg, que também informou que o corte era esperado por todos os analistas consultados e marca a última decisão de política monetária do banco central antes da eleição presidencial.
O movimento dá sequência a uma sequência de quatro cortes consecutivos desde junho de 2026, partindo de um pico de 15,00% atingido em 2025, segundo a Pomegra. A inflação anual, medida pelo IPCA, recuou para cerca de 5,1%, ainda acima da meta de 3,0% do banco central, informou a Pomegra, descrevendo o resultado como uma trajetória rumo a essa meta.
O comitê de política monetária do banco votou de forma unânime e afirmou que os riscos para a inflação seguem acima do usual, com viés altista. Disse que continuará monitorando as expectativas de inflação de prazo mais longo e manterá o que chamou de política monetária adequadamente restritiva. Uma pesquisa Focus com analistas, compilada pelo banco central, projeta a Selic encerrando 2026 em 13,75% e recuando para 12,00% até o fim de 2027, com a inflação perto de 5,00% neste ano, informou o Rio Times Online, citando a pesquisa.
O real era negociado perto de 5,08 por dólar antes da decisão, segundo o Rio Times Online, que informou que os analistas esperavam apenas uma pressão modesta sobre a moeda em razão de um corte de juros combinado com um Federal Reserve que manteve suas próprias taxas estáveis. O tom mais firme do banco central sobre o risco inflacionário convive com o próprio corte, deixando incerta a direção do real no curto prazo. Com as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos ainda em curso e a incerteza política elevada diante de uma possível repetição da disputa de 2026, a vigilância contínua do banco central sobre a inflação sugere que novos cortes de juros podem ser limitados, postura que poderia sustentar a moeda caso o Fed mantenha suas taxas mais altas por mais tempo.