Conselho do Bank of Canada sinaliza risco elevado de inflação por petróleo e conflito no Irã
Membros do conselho de governadores disseram que os preços da gasolina seguem altos e que a incerteza comercial turvou as perspectivas de crescimento desde julho
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O conselho de governadores do Bank of Canada concordou que a inflação de curto prazo deve permanecer elevada, apontando os preços persistentemente altos da gasolina e o conflito envolvendo o Irã, que, segundo o conselho, elevou as expectativas do mercado para os preços do petróleo. Os membros disseram que os principais riscos apontados na previsão econômica de julho se tornaram mais agudos, e que a incerteza comercial mais ampla dificultou a leitura da trajetória do crescimento.
O conselho não se comprometeu com uma trajetória de juros. Disse que a política continuará a ser guiada pela previsão de inflação do banco e pelos riscos em torno dela.
A dimensão do custo econômico do conflito começa a aparecer em outros lugares. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a guerra acrescentou €90 bilhões à conta de importação de combustíveis fósseis da União Europeia, embora não tenha especificado o período. Nos Estados Unidos, o Congressional Budget Office estimou o custo do conflito em cinco meses em US$ 38 bilhões e elevou sua previsão de inflação para o início de 2027 em meio ponto percentual. Nesta semana, um navio contratado pelos Estados Unidos foi atingido em um ataque iraniano, parte de uma sequência contínua de ataques a embarcações comerciais que autoridades americanas esperam que persista até depois das eleições de meio de mandato.
Para os mercados, o reconhecimento do conselho de que o risco geopolítico do petróleo se tornou mais agudo confirma o que os preços já refletem: a pressão inflacionária do conflito é real e não deve arrefecer rapidamente. A decisão de manter a previsão de inflação, em vez de sinalizar cortes, preserva a flexibilidade da política, mas deixa as perspectivas de curto prazo exatamente onde estavam.