Pereira, do BCE, diz que riscos aumentaram consideravelmente nos últimos meses
Membro do Conselho do Fed afirma que condições pioraram desde a última alta de juros do BCE, em setembro
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Alvaro Santos Pereira, membro do Conselho do Banco Central Europeu e governador do Banco de Portugal, disse que os riscos aumentaram consideravelmente nos últimos meses, segundo a Bloomberg.
A declaração dá sequência a uma série de alertas de Pereira ao longo do último ano. Em novembro de 2025, ele apontou uma possível correção acentuada nos mercados financeiros e nos ativos de criptomoedas como principal ameaça de curto prazo à estabilidade financeira, informou a Bloomberg. Em janeiro de 2026, ele já apontava sinais de sobrevalorização nos mercados de forma mais ampla, dizendo à Econostream Media que uma correção acentuada poderia ter impacto global significativo, com efeitos colaterais sobre a Europa e Portugal, embora não visse então motivo para ajustar os juros enquanto a inflação permanecesse próxima de 2%. Em maio, seu tom havia se tornado mais duro: disse à Reuters, segundo noticiou o Investing.com, que o BCE precisava agir mais cedo do que tarde para impedir que as pressões de preços se tornassem persistentes.
O BCE elevou sua taxa de depósito para 2,5% em setembro de 2026, com a presidente Christine Lagarde citando riscos de alta para a inflação e riscos de baixa para o crescimento, segundo a CNBC. Investidores esperam mais quatro altas de um quarto de ponto percentual até o fim de 2027.
O comentário mais recente de Pereira reforça o tom hawkish da liderança do BCE em relação à inflação e aos ventos contrários à economia, alinhado a sinais dados por autoridades de abertura a novas altas até o fim do ano. Ele reforça, mais do que altera, o quadro já existente: o BCE segue dependente de dados e condicionalmente pronto para apertar ainda mais.