United Airlines aponta diferença nos custos de combustível por trás de projeção mais fraca de lucro no quarto trimestre
A companhia projetou lucro do quarto trimestre de até US$ 0,50 por ação, bem abaixo dos US$ 1,76 que Wall Street esperava, à medida que os custos de combustível sobem.
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Gráfico: UAL, preços por minuto, dois pregões
United Airlines informou aos investidores na terça-feira que o lucro ajustado por ação do quarto trimestre deve ficar entre US$ 0,50 e US$ 1,76, muito abaixo dos US$ 1,76 previstos pelos analistas, segundo a CNBC. A companhia disse que espera pagar, em média, US$ 4,80 por galão de combustível no trimestre, acima dos US$ 3,90 do terceiro trimestre, informou a CNBC.
A presidente-executiva Scott Kirby disse à repórter Phil LeBeau, da CNBC, na terça-feira, que a United atualmente repassa cerca de 72% da alta do preço do petróleo aos clientes por meio das tarifas, e que quer que esse percentual se aproxime de 100%. O comentário representa um recuo em relação à orientação que o diretor financeiro Michael Leskinen deu em julho, quando afirmou que a United esperava recuperar entre 80% e 90% do aumento do custo de combustível no terceiro trimestre e a totalidade no quarto, segundo a Skift.
Os custos de combustível do terceiro trimestre já tinham subido cerca de 62% em relação a um ano antes, para US$ 4,84 bilhões, informou a Skift, mesmo com a receita avançando 17%, para cerca de US$ 17,9 bilhões, com as receitas de classe premium, programa de fidelidade e tarifa básica crescendo 16% a 17%. As tarifas aéreas nos Estados Unidos subiram quase 23% na comparação anual nos sete meses até setembro, segundo dados do Departamento do Trabalho citados pela Reuters. A Delta Air Lines, por sua vez, cortou a própria projeção de lucro ajustado em razão do aumento dos custos de combustível, antes do anúncio da United, segundo a TokenPost.
Esses aumentos de tarifas vinham sendo interpretados como sinal de que as companhias aéreas recuperavam poder de precificação rumo ao quarto trimestre. A admissão de Kirby de que a United não vai recuperar todo o aumento do custo de combustível mostra que esse poder continua parcial, mesmo após os reajustes generalizados. A diferença entre os preços de tabela e o que as companhias aéreas efetivamente recuperam aponta para uma pressão sobre as margens que deve persistir até o fim do ano, independentemente do comportamento da demanda por viagens, e levanta a dúvida sobre se novos aumentos de tarifas virão caso os custos de combustível sigam elevados.
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