Forças do governo iemenita retomam Mocha dos houthis
A retomada segue combates intensos e chega horas depois de uma ofensiva governamental separada anunciada sobre Sanaa, com o poder aéreo e naval da coalizão liderada pela Arábia Saudita apoiando as duas frentes em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb.
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As forças do governo do Iêmen, reconhecido internacionalmente, retomaram o porto de Mocha, no Mar Vermelho, dos houthis, apoiados pelo Irã, após combates intensos, e se aproximam do Estreito de Bab el-Mandeb. A coalizão liderada pela Arábia Saudita fornece apoio aéreo e naval, com cerca de 100 caças envolvidos.
O avanço segue a decisão da coalizão de apoiar as forças do governo perto de Dhubab, depois de ganhos terrestres anteriores naquela região. Desde então, as forças do governo reivindicaram ganhos repetidos em torno do estreito, enquanto caças da coalizão atacam posições houthis. As forças armadas do Iêmen anunciaram separadamente uma ofensiva sobre Sanaa, horas antes da confirmação da retomada de Mocha.
Os combates já chegaram às rotas de navegação. Um petroleiro relatou várias explosões a 60 milhas náuticas ao sul de Al Mukha, em águas que os houthis controlam desde o início de setembro. A agência britânica UK Maritime Trade Operations registrou sete ataques a embarcações perto do Estreito de Ormuz desde 28 de setembro, com o tráfego de petroleiros na região em cerca de duas embarcações por dia, contra uma média de 125 antes do conflito. Washington está reforçando suas forças próximo ao estreito, já que esse tráfego praticamente parou.
A coalizão interceptou três mísseis houthis direcionados a Khamis Mushait, com fragmentos causando danos limitados e nenhuma vítima. Nenhuma autoridade saudita ou testemunha confirmou as três operações separadas que os houthis dizem ter realizado dentro da Arábia Saudita. Uma reunião de gabinete sobre o Irã aconteceu poucos dias depois de o presidente Trump rejeitar uma oferta de cessar-fogo e depois de um ataque a um petroleiro que o Irã atribui a embarcações ligadas aos Emirados Árabes Unidos.
A retomada de Mocha é a primeira reversão real do avanço houthi, que havia consolidado o controle sobre Bab el-Mandeb desde o início de setembro. Com o poder aéreo e naval da coalizão agora apoiando as ofensivas do governo em duas frentes, rumo a Sanaa e rumo a Hodeida, a questão é se isso enfraquece o domínio dos houthis sobre o estreito ou simplesmente abre mais uma frente em um conflito que, até agora, não afetou os fluxos de exportação saudita, apesar de ataques e interceptações repetidos. Um avanço sustentado rumo a Hodeida e à capital seria o primeiro sinal de que o prêmio de risco de transporte e energia acumulado desde setembro poderia começar a se desfazer, em vez de persistir.
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