Hassett já previu repetidamente crescimento de 4% do PIB, sem nova declaração confirmada hoje
O diretor do National Economic Council vem citando números de crescimento de 4% várias vezes desde o final de 2025, segundo reportagens anteriores
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Kevin Hassett, diretor do National Economic Council, há meses aponta para um número de crescimento de 4% para a economia dos EUA. Em 6 de maio de 2026, ele disse à Fox Business estar "muito confiante" de que o crescimento atingiria "números de 4% pelo resto do ano", citando o investimento impulsionado por IA e as políticas de depreciação acelerada como motores.
Essa previsão seguiu uma anterior. Em novembro de 2025, após uma paralisação do governo, Hassett previu um retorno a um crescimento de 3% a 4% até o primeiro trimestre de 2026, segundo o relato da GV Wire sobre uma entrevista à CNBC. Na época, previsões externas estavam bem abaixo dessa faixa: o Federal Reserve em 2,4%, uma pesquisa do Wall Street Journal em 2,1% e o Congressional Budget Office em 2,2%, segundo uma comparação publicada por Catherine Rampell.
Já em maio de 2026, Hassett tinha ido ainda mais longe, dizendo a uma audiência que o crescimento poderia ficar "acima de quatro, acima de cinco, acima até de seis por cento", segundo o Econbrowser, do economista James Hamilton, que observou que a própria projeção orçamentária do governo para 2026 estava em 3,4%.
Hassett também tem sido apontado como um dos principais candidatos a se tornar o próximo presidente do Federal Reserve, segundo reportagem citada pela Roic News. Uma previsão de crescimento de 4%, contraposta à sua própria estimativa anterior de crescimento de produtividade de 2,5%, implica uma contribuição do trabalho para a economia incomumente forte, um padrão consistente com o discurso de valorizar o crescimento enquanto pressiona o Fed a manter as taxas em vez de cortá-las ainda mais. Esse tipo de declaração não tem peso próprio em termos de política monetária, o rumo real das taxas de juros ainda depende dos dados de inflação e da própria tomada de decisão do Fed, não das mensagens do governo.