CEO da Total diz que Europa recorreria a reservas se EUA proibirem exportações de diesel
Executivo-chefe da Total diz que uma proibição dos EUA às exportações de diesel forçaria a Europa a liberar reservas estratégicas, e chama a ideia de má ideia
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A proibição em si não foi promulgada. Os comentários da Total descrevem o que a Europa precisaria fazer caso Washington avance com a medida, não uma resposta a algo já em vigor.
As declarações vêm num momento em que a tensão sobre os fluxos de petróleo no Oriente Médio continua a pesar sobre o mercado. O executivo-chefe da Total estimou o volume de petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz em cerca de 10 milhões de barris por dia, um número menor do que o citado por um funcionário americano. Os futuros do petróleo chegaram a saltar mais de 4%, atingindo uma máxima da sessão de US$ 96,44 o barril, depois que a delegação do Irã em Nova York descartou novas conversas.
O comentário sobre as reservas soa como um posicionamento diante de uma possível mudança de política, mais do que um sinal de que as condições de oferta tenham mudado. A disposição da Europa de recorrer a suas reservas mostra preparação para uma eventual disrupção, mas não altera a aritmética básica: uma proibição americana ao diesel ainda apertaria os mercados globais, especialmente se as conversas com o Irã permanecerem paralisadas e o prêmio de risco geopolítico sobre o petróleo persistir. Isso mantém a perspectiva para os preços do petróleo praticamente onde estava antes da fala do executivo-chefe da Total.