Rússia deve estender proibição de exportação de diesel até outubro, diz TASS
A extensão mantém restrições que vêm reduzindo a oferta global de diesel desde o ano passado, segundo a TASS
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A restrição começou como uma proibição em nível de produtores imposta em 9 de julho, após ataques ucranianos a refinarias russas, segundo a OilPrice.com e a S&P Global. Ela já foi prorrogada uma vez, até 31 de janeiro de 2027, com uma isenção mais restrita para produtores introduzida a partir de 1º de setembro. Uma proibição relacionada, que abrange diesel, combustível marítimo e outros gasóleos, remonta a outubro de 2025 e foi prorrogada diversas vezes desde então, mais recentemente até 31 de janeiro de 2027, de acordo com a Global Trade Alert.
O Kremlin afirmou que a proibição não será suspensa até que as sanções ocidentais contra a Rússia sejam removidas, vinculando a restrição de combustível à disputa mais ampla sobre sanções. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, disse que forças ucranianas atacaram duas refinarias dentro da Rússia durante a noite, mesmo enquanto esforços diplomáticos continuam na tentativa de interromper os ataques à infraestrutura energética de ambos os lados.
A Rússia historicamente figura entre os maiores exportadores de diesel do mundo. O Goldman Sachs estimou que as exportações globais de diesel caíram 35%, ou cerca de 2,6 milhões de barris por dia, em julho, à medida que as restrições entraram em vigor, segundo a OilPrice.com. Diante desse padrão de restrições às exportações e ataques de retaliação, e das negociações em curso e acusações mútuas sobre ataques a instalações de energia, a mais nova extensão parece ser uma continuação das restrições já existentes, e não uma nova escalada, representando em grande parte um desdobramento logístico das proibições já em vigor.