UE avalia resposta conjunta, nos moldes da OTAN, a ataques híbridos russos
Países europeus discutem respostas coordenadas a sabotagens, ataques cibernéticos e outros ataques híbridos atribuídos à Rússia, segundo reportagem do Financial Times
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Países da União Europeia discutem um mecanismo de resposta conjunta, nos moldes da OTAN, para ataques híbridos ligados à Rússia, segundo o Financial Times.
A ideia ecoa o princípio de defesa mútua da OTAN, segundo o qual um ataque a um membro é tratado como um ataque a todos. Aplicar essa lógica a ameaças híbridas marcaria uma mudança para a UE, que até agora respondeu a incidentes individuais em vez de por meio de um mecanismo coletivo permanente.
A discussão ocorre no momento em que líderes europeus descrevem a atividade russa como cada vez mais intensa. Emmanuel Macron propôs um congelamento recíproco de ataques contra infraestrutura energética, argumentando que a Rússia trata a Europa como uma extensão do campo de batalha na Ucrânia. Separadamente, Steve Witkoff e Jared Kushner se reuniram com o russo Kirill Dmitriev depois que Dmitriev manteve conversas em Washington e Marco Rubio se reuniu com Sergei Lavrov, segundo a CNN.
O esforço por coordenação também esbarra em lacunas nas próprias defesas da Europa. A European Defence Agency alertou que os países europeus não estão se rearmando rápido o suficiente para cumprir as metas estabelecidas para 2030. Com níveis baixos de armazenamento de gás e forças militares sob pressão, um sistema formal de resposta conjunta marcaria um avanço rumo a uma postura mais preventiva, mas não fecharia a lacuna entre a disposição declarada da Rússia de atacar infraestrutura civil e a contínua dependência europeia de importações de energia e de defesas mal preparadas.