Confiança do consumidor supera previsões e chega a 48,1, mas fica abaixo do nível de agosto
A leitura final de setembro revisa para cima em 0,3 ponto o número preliminar de 47,8, mas a confiança permanece bem abaixo dos 51,7 de agosto
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O Índice de Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan veio em 48,1 em setembro, acima dos 47,5 esperados pelos economistas. O número final revisa para cima em 0,3 ponto a leitura preliminar de 47,8, segundo a Advisor Perspectives.
O relatório preliminar mostrou que a queda foi puxada pela retração dos dois principais subíndices: o Índice de Condições Econômicas Atuais caiu 1,9%, para 50,9, e o Índice de Expectativas do Consumidor caiu 15,7%, para 45,8, informou a Advisor Perspectives. As expectativas de inflação para os próximos doze meses subiram de 4,0% para 4,6% no mesmo período.
Joanne Hsu, diretora da pesquisa, disse que a confiança caiu menos de quatro pontos no índice pelo segundo mês consecutivo, com quedas tanto entre democratas quanto entre republicanos, enquanto os independentes tiveram pouca variação, segundo a Advisor Perspectives. A leitura preliminar de 47,8 foi a mais fraca desde a mínima recorde de maio e ficou abaixo do primeiro percentil da história da pesquisa, além de estar 13,2% abaixo do nível de um ano atrás, informaram a Trading Economics e a Advisor Perspectives.
As leituras fracas de confiança convivem com dados mais firmes em outras áreas da economia. As vendas no varejo e em serviços de alimentação subiram 1,2% em agosto e cresceram 6,0% em relação a um ano antes, enquanto os empregadores criaram 162 mil vagas, com o desemprego estável em 4,1%, segundo a Forum Nadlan USA. O resultado final acima das previsões é apenas um alívio modesto: a confiança já caiu pelo segundo mês consecutivo em relação aos 51,7 de agosto, mantendo a tendência de queda na confiança do consumidor mesmo com outras medidas de gastos das famílias e do mercado de trabalho se mostrando resilientes.