EUA dizem que 40 navios pediram escolta militar para cruzar Ormuz
Cerca de 60 navios comerciais passaram pelo estreito na quarta-feira, o maior volume de petróleo desde o início de julho
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Mapa: O Golfo e Ormuz, com Estreito de Ormuz
Um funcionário da Defesa dos EUA diz que cerca de 40 dos navios que cruzaram o Estreito de Ormuz na quarta-feira coordenaram com as forças militares americanas para receber proteção durante a travessia.
Essa coordenação ocorreu dentro de um total de cerca de 60 navios comerciais que passaram pelo estreito naquele dia, o maior volume de petróleo a transitar pela via desde o início de julho.
Washington e Teerã vêm discutindo um acordo em etapas para suspender o bloqueio americano e reabrir o estreito, mas os EUA rejeitaram uma proposta separada do Irã sobre a reabertura. O Irã diz que o estreito permanece fechado até que os EUA aceitem uma rota segura acertada com Omã, e seu conselho de segurança deu a Washington um prazo de quatro a cinco dias. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que os EUA vão manter o estreito aberto. O chefe de segurança do Irã sustenta que ele permanece fechado até que as condições de Teerã sejam atendidas, e o secretário do conselho de segurança, Ali Rezaei, advertiu que uma nova escalada americana poderia abrir uma segunda frente no estreito de Bab el-Mandeb. O chanceler chinês pediu diálogo sobre a disputa, enquanto Xi Jinping chegava aos Estados Unidos para conversas com o presidente Trump.
A escala da coordenação militar de quarta-feira mostra que o estreito permanece funcionalmente fechado mesmo com o tráfego de petróleo pela via subindo ao maior nível em meses. O Irã exige o fim imediato do bloqueio e a liberação de ativos congelados antes de reabrir a rota, enquanto os EUA cogitaram alternativas como um fundo de US$ 10 bilhões para contornar o estreito em vez de atender a essas condições. O impasse de fundo segue sem solução, mesmo com os navios continuando a passar por ali.