Dhingra diz que apelos por alta de juros no Reino Unido ignoram crescimento mais fraco que o dos EUA
A formuladora de política monetária do Bank of England argumenta que os juros do Reino Unido já estão acima dos da zona do euro, e que o crescimento fica atrás do dos EUA, enfraquecendo o argumento que os operadores fazem para um novo aperto
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Swati Dhingra, membro do comitê de juros do Bank of England, rebateu os crescentes apelos do mercado por juros mais altos no Reino Unido. Ela argumenta que o clamor ignora o fato de que o crescimento do Reino Unido é mais fraco que o dos EUA, e que os juros do Reino Unido já estão mais altos que os da zona do euro.
O Bank manteve os juros em 3,75% em sua última reunião, com três formuladores de política monetária votando por uma alta imediata. A vice-governadora Sarah Lombardelli disse que o crescimento salarial segue alto demais para que a meta de inflação se sustente, e que um aperto parece cada vez mais provável caso os preços de energia permaneçam elevados sem sinais claros de desinflação.
O BofA reverteu sua aposta anterior em corte de juros e agora espera que o Bank suba os juros em novembro e fevereiro.
Os comentários de Dhingra reforçam uma inclinação mais branda entre parte da cúpula do Bank, na contramão da precificação do mercado. Seu argumento de que o crescimento do Reino Unido fica atrás do dos EUA, e de que os juros do Reino Unido já estão acima dos da zona do euro, sugere que os formuladores de política monetária veem menos necessidade de aperto do que os operadores, deixando a libra esterlina e os yields dos gilts expostos a novas oscilações mesmo após a alta recente.