Pezeshkian diz que Estreito de Ormuz não pode ser usado para transportar armas contra o Irã
Presidente do Irã liga o acesso ao Estreito de Ormuz às exigências de segurança de Teerã enquanto enviado dos EUA, Witkoff, encerra conversas com mediadores iranianos
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Mapa: O Golfo e Ormuz, com Estreito de Ormuz
A declaração segue a vinculação, pelo conselho de segurança do Irã, da reabertura do estreito a um prazo de quatro a cinco dias para Washington, condição estabelecida inicialmente pelo secretário do conselho, Ali Rezaei. Rezaei descartou separadamente qualquer negociação, mesmo enquanto o chanceler Abbas Araghchi e o enviado dos EUA Steve Witkoff vinham discutindo termos para a reabertura da via marítima. Araghchi também alertou autoridades europeias contra o apoio a ações dos EUA e de Israel, ao mesmo tempo em que segue com as conversas com Washington em uma linha separada.
O estreito registrou incidentes recentes. Todos os tripulantes de um navio atacado no local foram retirados, com duas pessoas feridas, e a agência britânica UK Maritime Trade Operations informou um novo incidente sem dar detalhes sobre a embarcação envolvida.
Na Assembleia Geral da ONU nesta semana, Pezeshkian disse que o Irã é vítima do terrorismo e não vai baixar a cabeça, discurso durante o qual um representante dos EUA deixou o plenário. Ele também disse que o Irã não quer uma bomba nuclear, posição que corresponde à postura já assumida pelo país. Ao condicionar o acesso a Ormuz às exigências de segurança do Irã, a mais recente declaração de Pezeshkian endurece o discurso de bloqueio além da linguagem diplomática anterior, reduzindo o espaço para negociação justamente quando Witkoff conclui as conversas com mediadores iranianos, e aumentando o risco de novos incidentes no estreito.