Autoridade dos EUA deixa salão da ONU enquanto Pezeshkian, do Irã, discursa
Presidente do Irã disse à Assembleia Geral que seu país foi vítima de terrorismo e não baixou a cabeça, enquanto uma autoridade dos EUA deixou o plenário no meio do discurso
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse à Assembleia Geral das Nações Unidas que o Irã tem sido vítima de terrorismo, que seu líder foi assassinado sem qualquer base legal, e que o Irã não baixou a cabeça mas não atacou populações civis. Uma autoridade dos EUA deixou o salão durante o discurso.
A saída ocorreu em meio a uma semana de contatos paralelos entre Washington e Teerã à margem da ONU. O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, disse que as conversas com a delegação iraniana foram longas e que os mediadores vão continuar. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, acusou os Estados Unidos e Israel de crimes de guerra, ainda que mantenha conversas paralelas com Washington sobre o Estreito de Ormuz. O secretário do conselho de segurança do Irã, Ali Rezaei, condicionou qualquer reabertura do estreito a um prazo de quatro a cinco dias para Washington e descartou negociações até que suas condições sejam atendidas. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse que a declaração do presidente Trump sobre aniquilar o Irã equivaleu a linguagem de guerra.
A saída sinaliza que Washington não está disposto a aceitar a narrativa iraniana dos fatos, mesmo com as conversas por meio de mediadores em curso. Contraposto aos recentes gestos de aproximação de Witkoff e Araghchi, o episódio aponta para uma relutância em Washington em conceder legitimidade à posição do Irã, o que torna uma desescalada de curto prazo menos provável e mantém no radar o risco de um novo confronto pelo Estreito de Ormuz.