Pezeshkian diz que Irã precisa de energia nuclear, não de bomba nuclear
As declarações vêm depois de o conselho de segurança do Irã ter condicionado a reabertura do Estreito de Ormuz a um prazo de quatro a cinco dias para Washington
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Mapa: O Golfo e Ormuz, com Estreito de Ormuz
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que seu país precisa de energia nuclear, não de bomba nuclear, e que o Irã deve permanecer forte e poderoso para resistir aos Estados Unidos e a outros adversários.
O comentário vem após o discurso de Pezeshkian à Assembleia Geral da ONU nesta semana, no qual afirmou que o Irã era vítima do terrorismo e não havia baixado a cabeça. Um funcionário americano deixou o plenário no meio do discurso.
A postura do Irã em relação a Washington endureceu em várias frentes, mesmo com os contatos em curso. Rezaei, secretário do conselho de segurança do Irã, condicionou qualquer reabertura do Estreito de Ormuz a um prazo de quatro a cinco dias para os Estados Unidos e disse, separadamente, que aeroportos em países que cooperarem com Washington para impedir voos iranianos ficariam impossibilitados de operar. Ele também descartou negociações, ainda que o chanceler Araghchi e o enviado americano Steve Witkoff continuem discutindo os termos para a reabertura do estreito. Araghchi classificou as ações dos EUA e de Israel no conflito com o Irã como crimes de guerra. Autoridades houthis afirmaram que qualquer apoio americano à Arábia Saudita provocará ataques a interesses americanos em toda a região.
A caracterização feita por Pezeshkian do programa nuclear como defensivo, e não voltado a armamento, está em linha com a mensagem que Teerã tem mantido ao longo das conversas na ONU, onde mediadores têm feito a ponte entre as delegações iraniana e americana. Isso não acrescenta nada de novo à posição negociadora do Irã nem muda o quadro imediato, no qual o Irã impôs condições para a reabertura do Estreito de Ormuz e Witkoff indicou que as conversas vão continuar.