Acordo comercial da Argentina com os EUA ainda aguarda ratificação do Congresso
A Argentina assinou o acordo com Washington em fevereiro, e Washington pressionou no mês passado para que os parlamentares o analisassem
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Argentina e Estados Unidos assinaram um acordo recíproco de comércio e investimento no início de fevereiro, pelo qual Washington eliminou mais de 1.600 tarifas sobre produtos argentinos e Buenos Aires extinguiu mais de 220 taxas sobre produtos americanos, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina.
O acordo ainda não passou pelo Congresso argentino. No fim de agosto, o vice-representante de Comércio dos EUA, Jeff Goettman, pediu ao governo de Milei que enviasse o pacto aos parlamentares para concluir a ratificação, segundo o Buenos Aires Times. O pedido dizia respeito à conclusão do processo já acordado, não a uma mudança nos termos.
O atraso ocorre num momento em que o governo Trump pressiona tanto aliados quanto parceiros comerciais por termos mais duros em uma série de acordos, tornando até mesmo pactos firmados com governos amigos mais difíceis de fechar do que eram no início do ano. Para os investidores que acompanham a Argentina, a ratificação parada é um lembrete de que um acordo assinado não é o mesmo que um acordo concluído, e de que o poder de barganha de Washington nessas negociações só cresceu.