Irã nega relatos da Kyodo e da Reuters sobre reabertura de Ormuz
Fontes iranianas citadas pela Fars classificam os relatos como inválidos, dias após Teerã dizer que reabriria o estreito se os EUA levantassem o bloqueio
Publicado · Atualizado
Mapa: O Golfo e Ormuz, com Estreito de Ormuz
Atualizaçãoterça-feira, 22 de setembro de 2026 às 7:25 ET
Um petroleiro no Estreito de Ormuz foi atingido por um projétil desconhecido nesta segunda-feira, enquanto autoridades dos EUA e do Irã organizavam conversas em Nova York, segundo a Fars. A economia do Irã está sob pressão crescente, com o bloqueio impedindo o país de exportar petróleo bruto, um pilar de sua receita nacional. A Fars também identificou Ghalibaf, que disse que o Irã não vai se render aos Estados Unidos, como o presidente do parlamento do país.
Autoridades iranianas negaram relatos da Kyodo e da Reuters de que o Irã reabriria o Estreito de Ormuz, segundo a Fars, que citou fontes iranianas não identificadas classificando as informações como inválidas e falsas.
O Irã havia dito que reabriria o estreito em até 7 dias se os EUA levantassem o bloqueio. Esse bloqueio permanece em vigor.
A negativa segue outros sinais de Teerã. A Guarda Revolucionária do Irã disse que o país deve negociar se os interesses nacionais exigirem, enquanto Mohammad Bagher Ghalibaf afirmou que o Irã não se renderá aos Estados Unidos, segundo a Fars.
O Brent e o WTI haviam se estabilizado nesta semana após uma queda de 8% em quatro dias, à medida que a navegação pelo estreito mostrava sinais de alívio e autoridades dos EUA e do Irã se preparavam para conversas em Nova York. A negativa do Irã contradiz sua própria oferta condicional de reabrir o estreito, minando a confiança em sua posição de negociação num momento em que os preços do petróleo haviam subido com esperanças de avanço diplomático e retomada do acesso ao estreito. Isso torna um acordo de curto prazo menos provável e retira o suporte para a recente recuperação do petróleo.