Paramount e procuradores-gerais da Califórnia fecham acordo sobre negócio com a Warner Bros. Discovery
Procurador-geral da Califórnia diz que acordo resolve preocupações antitruste, mas não é um aval à fusão
Publicado · Atualizado
Atualizaçãosegunda-feira, 21 de setembro de 2026 às 13:55 ET
Nova York, descrita no texto publicado como ainda resistente, agora abandonou sua resistência, e os compromissos de lançamento de filmes e de gastos fazem parte desse mesmo acordo multiestadual, e não de um acordo anterior separado.
O acordo multiestadual (consent decree) exige que a Paramount gaste pelo menos US$ 300 milhões a mais por ano em produção cinematográfica nos EUA do que gastou em 2025, além de um mínimo de lançamentos anuais nos cinemas. Um comitê de cinco estados vai fiscalizar o cumprimento dos termos, com possíveis desinvestimentos caso a Paramount e a Warner Bros. Discovery descumpram suas obrigações. A resistência de Nova York a um acordo diminuiu, eliminando o que era o último grande foco de resistência entre os estados.
Atualizaçãosegunda-feira, 21 de setembro de 2026 às 13:50 ET
A procuradora-geral de New Jersey, Davenport, afirma que o acordo também exige que Paramount e Warner Bros. Discovery criem um fundo para comprar filmes independentes, com contribuições anuais de US$ 5 milhões por cinco anos. As empresas devem se comprometer com US$ 47,5 milhões ao longo de cinco anos e com pelo menos US$ 1,5 bilhão para produção cinematográfica doméstica no mesmo período, sob termos que, segundo o gabinete de Davenport, são exequíveis judicialmente.
Uma coalizão de procuradores-gerais liderada pela Califórnia chegou a um acordo com a Paramount sobre preocupações antitruste ligadas à sua fusão com a Warner Bros. Discovery, disse o procurador-geral do estado. O gabinete frisou que o acordo não equivale a um aval, ou "bênção", à fusão.
Pelos termos do acordo, Paramount e Warner Bros. Discovery devem continuar negociando seus pacotes de TV a cabo separadamente. A Califórnia também vai escolher um administrador fiduciário para monitorar o cumprimento dos termos pela Paramount.
O acordo vem após meses de escrutínio em nível estadual sobre a fusão. A Paramount havia discutido anteriormente um investimento de US$ 1,5 bilhão na Califórnia como parte dos esforços para viabilizar o negócio. Um acordo estadual separado, fechado anteriormente, exigia lançamentos mínimos de filmes e maiores gastos com produção, supervisionados por um comitê estadual, enquanto a procuradora-geral de Nova Jersey, Davenport, anunciou um acordo exigindo que a empresa fusionada crie um conselho de independência editorial para CNN e CBS. A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, continua pressionando por proteções adicionais aos trabalhadores e resiste aos termos de acordo buscados por outros estados.
O acordo da Califórnia remove mais um obstáculo em um processo que já viu uma série de resoluções em nível estadual abrirem caminho para a fusão. Com Nova York ainda resistindo, o negócio está mais próximo de ser concluído, mas ainda não totalmente liberado, uma distinção que importa para quem precifica o cronograma da transação, e não seu resultado final.