Meta lança oferta de certificados de depósito de ações preferenciais e de ações ordinárias Classe A
Os credit default swaps de cinco anos sobre a Meta, que pagam se a empresa der calote, atingiram 114,5 pontos-base, o maior nível já registrado, segundo dados da Markit.
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Gráfico: META, preços por minuto, três pregões
Atualizaçãosegunda-feira, 26 de outubro de 2026 às 7:03 ET
A Meta planeja oferecer US$ 22,5 bilhões em ações ordinárias Classe A. A empresa também pode vender até US$ 60 bilhões em ações Classe C. A matéria publicada não informa o tamanho da oferta de ações Classe A e não menciona as ações Classe C.
A Meta anunciou na segunda-feira, 26 de outubro, o lançamento de duas ofertas. A primeira é de certificados de depósito de ações, cada um representando uma participação na sua ação preferencial conversível obrigatória da Série A. As ações preferenciais pagam dividendo fixo antes das ações ordinárias, e as preferenciais conversíveis obrigatórias precisam ser convertidas em ações ordinárias em uma data definida. A segunda é uma oferta de ações ordinárias Classe A, feita em conjunto com contratos de venda a termo. Por esses contratos, as ações são vendidas a um preço fixado agora e entregues depois.
A Meta já havia detalhado o plano mais amplo. Elevou sua projeção de investimentos de capital para 2026 para entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões e disse que pretende emitir ações sem direito a voto e vender mais ações para ajudar a financiar a expansão da infraestrutura.
As mesmas semanas trouxeram uma decisão judicial que obriga a Meta a pagar US$ 25 bilhões por um vazamento de dados. Os credit default swaps de cinco anos sobre a Meta chegaram a 114,5 pontos-base, segundo dados da Markit, o maior nível já registrado. As medidas do mercado de títulos para o risco de crédito da Meta se ampliaram depois que a empresa elevou sua projeção de gastos e passou a depender mais de dívida e de novas ações.
O lançamento transforma o plano de ações sem direito a voto em uma venda efetiva. A estrutura preferencial pode limitar a diluição imediata, ao mesmo tempo que garante o financiamento. Já os contratos de venda a termo significam que mais ações Classe A serão emitidas, qualquer que seja o preço da ação no curto prazo, um passo que os investidores vinham esperando desde que o plano de ações sem voto veio à tona. As necessidades de financiamento e os custos jurídicos agora se influenciam mutuamente, em vez de aparecerem como assuntos separados.
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