Visa negocia a compra da custodiante de criptoativos Fireblocks por cerca de US$ 2,5 bilhões
As negociações foram primeiro noticiadas pela Axios e confirmadas pela Bloomberg, mas os termos e o cronograma ainda não estão claros
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Gráfico: V, preços por minuto, três pregões
Visa negocia a compra da Fireblocks, empresa de infraestrutura de ativos digitais, por cerca de US$ 2,5 bilhões, segundo a Axios. A Bloomberg confirmou a informação, de acordo com a ChainCatcher, embora os termos e o andamento das negociações não tenham sido divulgados.
A Fireblocks fornece software que bancos e instituições usam para armazenar, transferir e emitir ativos digitais, e opera uma rede que liquida operações com criptoativos entre corretoras e contrapartes sem expor chaves privadas, segundo sua página na Wikipedia. A empresa captou US$ 550 milhões em uma rodada Série E em janeiro de 2022, com valuation de US$ 8 bilhões, e desde então fez aquisições próprias, incluindo a First Digital em 2022, a BlockFold em 2023, a Dynamic em 2025 e a TRES Finance no início deste ano.
Um negócio desse porte não seria novidade para a Visa. Em 2010, a empresa comprou a processadora de pagamentos online CyberSource por cerca de US$ 2 bilhões. Hoje, só em 2025, a VisaNet processou 257,5 bilhões de transações no valor de US$ 14,2 trilhões, segundo sua página na Wikipedia, o que torna uma compra de US$ 2,5 bilhões pequena diante de sua escala.
Ainda assim, o movimento representaria uma entrada direta em custódia de criptoativos e infraestrutura de carteiras, a base técnica que bancos e instituições usam para guardar e movimentar ativos digitais, e não um ajuste na rede de cartões da Visa. Isso aponta para redes de pagamento se posicionando para controlar os trilhos de liquidação em blockchain antes que stablecoins e depósitos tokenizados reduzam o volume de cartões, um tipo de movimento diferente dos casos de escrow em litígios e de conversão de ações que a Visa divulgou no mês passado. O valor é relevante, mas modesto diante do negócio total da Visa, e por isso se lê como uma aposta em fluxo de transações futuro, e não em algo que mexa com os resultados de curto prazo. Se as negociações levarão a um acordo assinado, e em que termos, ainda não está decidido.
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