Lockheed Martin assina acordo-quadro para pelo menos 850 caças F-35 em 10 anos
O acordo-quadro cobre produção, peças de reposição e uma década de sustentação, com os termos contratuais ainda por serem finalizados
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Gráfico: LMT, preços por minuto, três pregões
O Pentágono e a Lockheed Martin assinaram um acordo-quadro que prevê a compra de no mínimo 850 aeronaves F-35 pelos Estados Unidos nos próximos 10 anos, junto com peças de reposição iniciais, uma década de kits de modificação e serviços de sustentação, além de encomendas internacionais adicionais abrangendo os lotes de produção 21 a 30, informou a Lockheed Martin em comunicado. O acordo mantém o ritmo de produção em 156 aeronaves por ano.
O acordo-quadro ainda não é um contrato definitivo. A Lockheed Martin afirmou que preços, cronogramas e termos ainda precisarão ser finalizados quando o Joint Program Office do F-35 receber a autorização de compras plurianuais e as dotações orçamentárias. A empresa disse que a medida deve gerar economia de bilhões de dólares aos contribuintes ao longo do ciclo de vida da aeronave, por meio de preços de longo prazo e descontos por volume, embora uma fonte familiarizada com as negociações tenha dito ao Breaking Defense na semana passada que uma compra plurianual de aeronaves pode não gerar a mesma economia que os contratos plurianuais de munições geraram.
A escala representa um salto em relação às encomendas recentes do F-35. A Lockheed Martin e o Pentágono fecharam em setembro de 2025 um negócio de cerca de US$ 24,3 bilhões para quase 300 aeronaves nos lotes 18 e 19, com entregas começando neste ano. A Lockheed Martin entregou 191 F-35 em 2025, e contratos de longo prazo já firmados para os lotes 20 e 21 cobrem quase outras 200 aeronaves, segundo a Aviation A2Z. O Breaking Defense havia noticiado 12 dias antes deste acordo que as duas partes discutiam um contrato plurianual que poderia durar até uma década e valer dezenas de bilhões de dólares.
A encomenda garante anos de volume de produção do F-35 muito acima dos compromissos anteriores do programa, e chega junto a outros investimentos em capacidade industrial de defesa, incluindo a expansão de munições em Grand Prairie e a fábrica de motores de foguete da Avio USA, que apontam para um esforço mais amplo por capacidade sustentada e diversificada, e não para um único contrato. Ela também surge em meio ao episódio de desvio de peças do F-35, que levantou dúvidas sobre a segurança da cadeia de suprimentos da mesma aeronave que agora é encomendada nessa escala, o que reforça que o governo se compromete com o programa apesar dessa vulnerabilidade ainda não resolvida. Mesmo com trabalhos de subcontratados, como o contrato da BAE em guerra eletrônica, sendo distribuídos pelo programa, o tamanho deste compromisso mantém a linha F-35 como a âncora da receita futura da Lockheed Martin.
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