Meta é condenada a pagar US$ 25 bilhões por veredicto de privacidade no Novo México
Um júri de Santa Fe considerou a Meta responsável em 25 de setembro, e a multa foi fixada em 1º de outubro, após o estado buscar indenizações por declarações enganosas sobre privacidade.
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Gráfico: META, preços por minuto, dois pregões
Um júri em Santa Fe considerou a Meta responsável em 25 de setembro por quase 44 milhões de violações da Lei de Práticas Desleais do Novo México, decidindo que a empresa enganou os consumidores sobre privacidade e segurança das plataformas, segundo um alerta de cliente do Crowell & Moring. Os jurados analisaram 29 declarações feitas pela Meta e por sua liderança, incluindo algumas sobre o escândalo da Cambridge Analytica, acesso a dados, discurso de ódio e desinformação, e consideraram 26 delas enganosas, informou o Traders Union.
Em 1º de outubro, o juiz Francis Mathew, do Primeiro Tribunal Distrital Judicial, fixou a multa em US$ 25 bilhões. O Departamento de Justiça do Novo México havia pedido entre US$ 35 bilhões e US$ 40 bilhões, enquanto a Meta argumentou que qualquer indenização deveria ser limitada a US$ 3,45 bilhões, por inconstitucionalidade, informou o Traders Union. A KTSM News relatou que, teoricamente, as violações poderiam ter exposto a Meta a multas de até US$ 219 bilhões pela lei estadual, embora o valor final tenha ficado a critério do juiz.
O caso remonta ao escândalo da Cambridge Analytica, em 2018, quando a consultoria coletou dados pessoais de até 87 milhões de usuários do Facebook sem o consentimento deles, informou o The Epoch Times. A Tech Insider relatou que este veredicto é a terceira derrota judicial distinta da Meta no Novo México em sete meses, após dois julgamentos anteriores sobre a forma como a empresa lidava com conteúdos nocivos que chegavam a usuários jovens.
A cifra de US$ 25 bilhões está separada dos US$ 18 bilhões do total de acordos de segurança para adolescentes que a Meta precificou no início deste trimestre, custo que os investidores trataram como limitado e conhecido e que ajudou a impulsionar a alta de dois dígitos das ações em setembro. Essa decisão reabre a escala das responsabilidades da Meta relacionadas à privacidade, em vez de encerrá-la, e chega num momento em que a empresa também enfrenta novo escrutínio regulatório no Reino Unido e em Nova York, além da resistência de parceiros bancários corporativos à implantação do Muse. Somadas, as pressões legais e regulatórias contrastam de forma desconfortável com o otimismo impulsionado pela IA que, de resto, marcou a cobertura recente da empresa.
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