Wabtec eleva projeção de lucro para 2026 apesar de receita abaixo do esperado
Lucro ajustado supera estimativas enquanto vendas ficam aquém, e ganhos de margem fizeram a diferença
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Gráfico: WAB, preços por minuto, dois pregões
Wabtec reportou lucro ajustado por ação de US$ 2,83 no terceiro trimestre, acima da média de US$ 2,72 das estimativas de analistas compilada pela Zacks Investment Research. A receita somou US$ 3,12 bilhões, abaixo dos US$ 3,23 bilhões que Wall Street esperava, segundo a Zacks. Pelas regras contábeis GAAP, a companhia registrou lucro líquido de US$ 409 milhões, ou US$ 2,42 por ação diluída, segundo a Associated Press.
As vendas cresceram 8,1% em relação a um ano antes, quando a Wabtec reportou lucro ajustado de US$ 2,32 por ação sobre receita de US$ 2,89 bilhões, de acordo com um documento regulatório. A Associated Press informou que o crescimento veio dos segmentos de Carga e de Transporte. O ganho de rentabilidade foi mais forte do que um ano atrás: a margem operacional ajustada subiu 1,9 ponto percentual, para 22,9%, ante uma alta de 1,3 ponto, para 21,0%, no mesmo trimestre do ano passado, segundo os documentos da companhia.
A Wabtec elevou e estreitou sua projeção de lucro ajustado para 2026, para uma faixa de US$ 10,85 a US$ 11,05 por ação, com alta de 20 centavos no ponto médio e cerca de 22% acima do ano passado. A companhia manteve inalterada a projeção de receita para o ano, entre US$ 12,30 bilhões e US$ 12,60 bilhões, o que implica crescimento de 11,5% no ponto médio. A empresa já havia elevado sua projeção em cada um dos dois trimestres anteriores deste ano, incluindo uma revisão para cima no segundo trimestre, ligada a lucro ajustado de US$ 2,76 por ação, 21,6% acima de um ano antes, sobre vendas de US$ 3,18 bilhões.
O padrão dos resultados deste trimestre, uma receita abaixo do esperado combinada a um lucro acima das projeções, se repete na nova projeção. Estreitar a faixa de lucro enquanto a projeção de receita permanece estável sugere que a administração aposta em controle de custos e mix de produtos, e não em vendas mais rápidas, para entregar o aumento de lucro de cerca de 22% previsto para o próximo ano. Com o crescimento da receita aquém do ritmo do lucro, a combinação levanta a questão de até onde as margens podem avançar se o volume continuar fraco.
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