Fonte nega que acordo entre Irã e EUA esteja perto
O ministro das Relações Exteriores do Irã afirma que o Estreito de Ormuz poderia reabrir em até seis dias se as exigências dos EUA forem abrandadas, enquanto o tráfego de petroleiros segue deprimido por minas e ataques.
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Mapa: O Golfo e Ormuz, com Estreito de Ormuz
Uma pessoa envolvida nas negociações entre Irã e EUA afirmou na terça-feira que as reportagens segundo as quais um acordo está próximo são incorretas, contestando relatos de que os dois lados estavam perto de um entendimento para interromper as hostilidades em troca de alívio. Uma fonte americana havia descrito antes a distância entre as partes como "extremamente pequena", avaliação feita em 28 de setembro.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o Estreito de Ormuz poderia reabrir em até seis dias se os Estados Unidos atenderem às condições de Teerã, e afirmou que "exigências excessivas" de Washington estão travando as negociações. O tráfego de petroleiros pelo estreito segue muito abaixo do ritmo normal, contido por minas, incêndios e pelo menos um naufrágio. A Marinha iraniana declarou, citando a Tasnim, que um petroleiro que chamou de infrator pegou fogo no estreito, e o porta-voz da IRGC disse que o Irã poderia ampliar seu bloqueio para o Estreito de Bab al-Mandeb e o Canal de Suez, acrescentando que Ormuz ainda não está totalmente fechado.
A Marinha iraniana afirmou que forças dos EUA atingiram sua base naval de Konark, alegação que Washington não confirmou. Na sequência dessa alegação, o Irã disse que não tem escolha senão afirmar seu controle sobre Ormuz. Araghchi também afirmou que Irã e Rússia discutiram a possibilidade de negociações com os EUA e a situação no estreito. Em separado, o secretário do Tesouro, Bessent, disse que a economia iraniana está se aproximando do que chamou de um ponto de ruptura não linear, apontando para uma moeda em colapso e para o pânico crescente dentro do país.
A negativa contraria a reportagem anterior de que um acordo de interrupção em troca de alívio estava próximo e a fala dos mediadores sobre progressos, reafirmando a ampla distância que uma fonte americana classificou como extremamente pequena. Ela surge depois que o conflito foi muito além da retórica, com ataques a petroleiros, minas, o controvertido ataque a Konark e ameaças a navios dos EUA perto de Ormuz. Por isso, descartar um acordo iminente confirma sobretudo que a diplomacia continua em segundo plano em relação aos acontecimentos no mar. O Omã vinculou qualquer solução para o impasse em Ormuz a essa mesma via bilateral, de modo que a negativa elimina um dos poucos sinais de que a crise poderia se aliviar antes de novos incidentes.
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