Valmont Industries supera previsões do terceiro trimestre e eleva perspectiva de LPA, com custos de aço e zinco seguindo como fator decisivo
A receita ficou em US$ 1,10 bilhão, abaixo dos US$ 1,13 bilhão esperados, mesmo com a orientação de lucro subindo
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A Valmont Industries registrou lucro por ação de US$ 6,24 no terceiro trimestre, superando as expectativas em US$ 0,48. A receita totalizou US$ 1,10 bilhão, abaixo dos US$ 1,13 bilhão que os analistas previam.
A companhia elevou sua projeção de lucro por ação diluído ajustado para o ano fiscal de 2026 para a faixa de US$ 22,75 a US$ 23,75, ante US$ 22,25 a US$ 23,50 anteriormente. Manteve inalterada a projeção de vendas líquidas do ano, de US$ 4,3 bilhões a US$ 4,45 bilhões, com vendas do segmento de Infraestrutura estimadas em US$ 3,4 bilhões a US$ 3,5 bilhões e vendas do segmento de Agricultura em US$ 0,9 bilhão a US$ 0,95 bilhão.
O presidente e CEO Avner Applbaum afirmou que o ritmo de nova expansão de margem depende de quão rapidamente os custos de insumos de aço e zinco se estabilizarem, já que a companhia se apoia em ações de precificação e repasses contratuais para compensar o aumento dos custos de materiais.
A perspectiva de lucro mais alta veio sem qualquer mudança na projeção de vendas, o que aponta para gestão de custos e precificação, e não para crescimento de volume, como fonte da melhora. A leitura do próprio Applbaum vincula ganhos adicionais de margem à acomodação dos custos de metais, razão pela qual a faixa de projeção foi ampliada, e não reduzida. Isso faz com que a revisão para cima do lucro pareça mais um reflexo da manutenção estável dos mecanismos de precificação do que da queda dos custos de insumos, uma distinção que importa caso os preços de aço e zinco se movam contra a companhia nos próximos trimestres.
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