Rendimentos do Tesouro sobem para 5,14% enquanto petróleo dispara com relatos de ataque dos houthis, diz TheStreet
O WTI subiu 2,3%, para US$ 103,78 o barril, e o ouro recuou 0,6%, para US$ 4.140 a onça
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Gráfico: US10Y, Rendimento do Treasury de 10 anos dos EUA, one-minute prices through the session
Os rendimentos do Tesouro americano subiram sete pontos-base, para 5,14%, na segunda-feira, enquanto os preços do petróleo dispararam, reacendendo a preocupação de que os custos de energia possam manter a inflação elevada. O WTI ganhou 2,3%, para US$ 103,78 o barril.
A TheStreet informou que o petróleo subiu após notícias de ataques dos houthis a infraestrutura de petróleo e aeroportos na Arábia Saudita. O movimento estendeu a alta do petróleo dos últimos dias: a Bloomberg informou que o Brent disparou quase 4% na sexta-feira anterior, com temores de escalada no fim de semana na guerra com o Irã, e que ambos os contratos de referência negociavam perto das máximas de cinco meses, em meio a ataques a petroleiros no Golfo e a um ataque ucraniano a um terminal petrolífero russo.
O ouro caiu 0,6%, para US$ 4.140 a onça, queda que os participantes do mercado interpretam como sinal de que o movimento era puxado por juros, e não por uma busca por segurança. As ações absorveram a alta dos rendimentos com tranquilidade: a TheStreet informou que o S&P 500 avançou 0,41% no dia, enquanto o Dow fechou em queda de 0,07%. A NordFX informou que o mercado precificava cerca de 84% de chance de o Federal Reserve manter os juros inalterados em sua reunião de 27 e 28 de outubro, o que sugere que o movimento dos juros não estava ligado a expectativas de ação imediata do Fed.
A combinação de uma alta de sete pontos-base nos rendimentos com um salto de 2,3% no petróleo aponta para uma dinâmica conhecida neste ciclo: os custos de energia alimentando as expectativas de inflação e pressionando para cima o custo do capital. A queda do ouro combina com um mercado mais preocupado com juros mantidos altos por mais tempo do que com o crescimento. Se o petróleo continuar subindo, a pressão sobre os Treasuries de longo prazo e sobre as avaliações das ações atreladas às taxas de desconto tende a persistir, em vez de se dissipar.
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