Parlamentares dos EUA reagem ao acordo de Trump sobre diesel russo
O Brent subiu mais de 75% neste ano e os contratos futuros de diesel europeu mais que dobraram, enquanto analistas duvidam que o acordo chegue a baixar os preços
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Gráfico: USO, um fundo que acompanha o petróleo bruto, fechamentos diários antes e depois
O acordo proposto por Trump para levar mais diesel russo aos mercados mundiais enfrenta resistência de parlamentares dos EUA, que se opõem ao arranjo, e de analistas que duvidam que ele reduza os preços dos combustíveis mesmo que avance.
O ceticismo ecoa a reação na Europa. Enviados dos EUA haviam sugerido a retomada dos fluxos de gás russo para o continente, ideia que autoridades europeias receberam com frieza, dado o plano da UE de encerrar as importações de gás russo até 2027 e as preocupações com a vantagem que isso daria a Moscou. O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou o arranjo mais amplo do diesel como pouco útil.
No domingo, Trump disse que a pressão no mercado de diesel era provocada por ataques ucranianos a refinarias russas, e não pelas próprias decisões de oferta de Moscou. O Kremlin afirmou que os detalhes de qualquer trégua energética relacionada ainda não estão claros, e os contratos futuros de diesel dispararam 4,5% mesmo depois do anúncio inicial da troca, o que evidencia o quanto os termos ainda são incertos.
O petróleo vem subindo por pressões separadas. Na sexta-feira, o barril se aproximou de US$ 100 em meio a preocupações com a oferta no Oriente Médio e a uma parada em refinaria russa, um dia depois de saltar para US$ 97,97. O Brent acumula alta de mais de 75% no ano, e os contratos futuros de diesel europeu mais que dobraram. A oposição dos parlamentares agora acrescenta um obstáculo político doméstico às dúvidas já expressas por operadores e aliados. Se barris russos extras de fato moveriam os preços continua sendo uma questão em aberto, e, até que ela seja respondida, a distância entre os anúncios de política e a oferta física tende a manter elevados os custos dos derivados, independentemente do desfecho da disputa jurídica e legislativa em torno do acordo.
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